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QgMaster : Master Review - Running Battle (1991) [fuente]


Olá, pessoal!
Tudo bem?
Desta vez, estou aqui estou para...
Ah! Querem saber?
Vamos logo ao assunto!

Introdução – Não costumo fazer isto mas, já vou começar “descendo o sarrafo” neste jogo. Running Battle é um daqueles que via no catálogo da Tec Toy, achava que era o máximo e, no fim, se apresentou como uma baita decepção. Esse sentimento ficou guardado por anos, porque, não consegui jogá-lo na época de seu lançamento.
É um jogo de ação lateral padrão. Você vai andando da esquerda para a direita, batendo ou atirando nos inimigos, coisa e tal. Porém, a impressão que fica é que, os programadores, não se dedicaram muito. Esse pouco caso, pode ser sentido pela história, que cita um tal de “M”, chefão dos Soldados da Escuridão (Soldiers of the Darkness). Achou os nomes bobos? Mas, “para quem é, tá bom demais”.

Quem vê a apresentação do game se empolga, mas...


Gameplay – Running Battle (RB) faz juz ao nome. Em dados momentos, surgirá o ‘Super Suit’, item que o fará correr feito um doido, atropelando os inimigos e ignorarando buracos, passando por cima de todos eles. Entretanto, tal habilidade, tem duração limitada. O quê terá que fazer mesmo, na maior parte do tempo, é lutar dando socos e chutes na bandidagem. Também, poderá usar armas de fogo que aparecerão durante o caminho, derrotando os  oponentes. Mas, aqui, reside um grande problema.
Os controles são duros e imprecisos. É muito díficil acertar um golpe sem tomar uma porrada antes, porque o alcance do braço e da perna, não é o que aparenta ser. O mesmo vale para o inimigo... você acha que ele está longe mas, ele te atinge. Creio eu que, os desenvolvedores, estavam cientes disto pois, quando se usa as armas e demais itens, sua luta facilita bastante.
Por falar nas armas, há a Pistola e o Rifle. Este último é bem mais forte, acerta vários inimigos com um único disparo. Há ainda os icones de 1UP, que dá vida extra e a caixa de primeiros socorros, que recarrega seu medidor de vida.
 
Estes são, praticamente, todos os cenários que verá no jogo: a rua e a base inimiga.

Controles – Os controles são simples, como “99%” dos games que conhecemos deste período. O direcional é responsável pelos movimentos básicos do herói (correr e agachar). Com o Botão 1, você dará Socos e Chutes (este, com o auxílio das diagonais superiores) e usar as armas. O Botão 2 serve para dar Saltos. Outras combinações, ficam por conta do Soco Agachado (Baixo e Botão 1) e a Voadora (Saltar e Botão 2).

Os chefes tem arenas próprias. Pelo menos isto!
Os Inimigos – Em sua jornada entre as fases, enfrentará sempre o mesmo tipo de inimigo, com pequenas alterações nas cores e, em momentos posteriores, alguns portarão armas. Mas, eles são muito patetas... aparecem, andam, param e ficam socando o ar, isto, quando não caem sozinhos nos buracos. Ainda assim, como os controles e mecânicas são problemáticos, este comportamento imbecil, não vai te ajudar em muita coisa.
No fim de cada nível, encarará os chefões, em toda sua glória de clichês. Tem um pirata, cowboy, samurai... mais um pouco, a gang se chamaria ‘Village People’. Também por conta do gameplay ruim, vencê-los, é uma tarefa injusta porque, não poderá fazer uso de armas e, os danos que lhe darão, são muito grandes. Mesmo “macetando”, é muito provável, que perca vidas para derrotá-los.

Gráficos e sons – A parte visual de RB, no geral, é satisfatória... mas, tem altos e baixos. Destaco a introdução, tela de abertura e primeira cena de jogo, nas ruas da cidade (imagem muito usada nas divulgações, não por acaso). Depois que adentra a base inimiga, o visual, será sempre o mesmo, com mudanças na paleta de cores. Isto, torna a coisa muito maçante, ficando a impressão, que não há evolução na jornada. Pelo menos, a luta com os chefes, possui suas próprias arenas... um alento.
Já os sons e músicas, cumprem seu papel. Não há algo que mereça muita menção aqui, ou seja, estão dentro do esperado para um game de Master System.

Considerações Finais – Por muitos anos, pensava que Running Battle fosse um game incrivel, graças às fotos que via nas revistas. Só o conheci muitos anos depois de lançado, já com alguma bagagem gamística. A frustração foi grande. Entretanto, uma coisa precisa ser dita. Provavelmente, não teria achado tão ruim assim naqueles tempos. Muitas coisas que, hoje, vemos como falhas, passariam batidas aos olhos de um adolescente no início dos anos 90.
Ainda assim, arrisco dizer que, seria capaz de compará-lo com outros de sua época. Lembro de já fazer tal “exercício avaliativo”, em muitas ocasiões. Então, fatalmente, consideraria algumas das decisões tomadas pelos desenvolvedores, como preguiçosas e mal feitas, como a repetição de fases, inimigos e a péssima colisão de sprites.
Este game vale mais pelo fator nostálgico, de um tempo bacana para quem o viveu. Infelizmente, para mim, não passou disto.

Até mais!