Commodore Amiga 500 (25)

Golden Axe [fuente]




Hoje trago-vos um dos meus primeiros jogos no Commodore Amiga: Golden Axe. Na verdade trata-se de uma conversão do original para os salões arcade e que está muito bem conseguida quase não se notando as diferenças em relação ao original.
O jogo segue a linha de outros clássicos como Double Dragon ou Target Renegade mas inserido num ambiente bárbaro bem ao estilo do universo "Conan". A nossa missão passa por escolher um dos três guerreiros que temos disponíveis e ir eliminando todos os inimigos que nos aparecem pela frente até chegarmos ao execrável Death Vadder. Uma missão que não se revela nada fácil mas que depois de concluída nos dá um enorme gozo.
A versão que tinha na altura (e que ainda possuo) trazia a opção de jogarmos com vidas infinitas desde o início o que "mata" qualquer jogo pela raiz. Acho que foi essa a razão para nunca o ter concluído sem usar essa espécie de aldrabice. Reconheço que é uma vergonha.
Talvez hoje, passados 20 anos, ainda vá a tempo de me redimir. É que vou dedicar a minha tarde a uma sessão de retrogaming com os meus sobrinhos e este Golden Axe será certamente um título a revisitar. Logo veremos se será com sucesso ou não...
Um abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Speedball 2 - Brutal Deluxe [fuente]




Enquanto o meu sonho de criar um site completamente dedicado aos jogos do Commodore Amiga vai esperando pacientemente pela sua concretização, resta-me aparecer por aqui, de quando em vez, para trazer à memória óptimos momentos da adolescência que esses mesmos jogos ajudaram a criar. Hoje falo-vos de uma das obras-primas dos Bitmap Brothers: Speedball 2 - Brutal Deluxe.
E resolvi trazer-vos hoje este jogo pois foi precisamente no início de mais umas férias de Natal que o haveria de comprar, há cerca de vinte anos atrás. Nessa manhã, como já disse num outro post anterior, comprei 9 jogos onde apenas 1 deles ocupava 2 disquetes. De todas as vezes que fui às compras (e foram mesmo muitas) esta é a que recordo com mais saudade pois terá sido aquela onde consegui conciliar qualidade e quantidade da melhor forma. Senão reparem bem nos nomes envolvidos: Speedball 2, Gods, Magic Pockets, Prince of Persia, Rainbow Islands, Parasol Stars, Mercs, Prehistorik e Rodland. Ora digam lá se não é um conjunto de jogos de luxo? Qual deles o melhor?!! Já falei de alguns deles anteriormente e os outros terão aqui também direito a um post personalizado futuramente, isso é certo. Mas hoje é o Speebdall 2 que merece toda a minha atenção.
Comprámos essa carrada de jogos num sábado de manhã e na tarde do dia seguinte juntámo-nos em tua casa com o Tono e o Sérgio a jogar todas as novidades. Claro que o jogo que mais rolou foi este Speedball 2 pois é claramente o mais poderoso na vertente multi-jogador.
O jogo consiste numa espécie de futebol futurista onde os jogadores estão equipados com armaduras e lutam numa arena pela posse de uma bola de aço que têm de introduzir na baliza da equipa adversária. Além disso há outras tarefas secundárias que trazem também pontos à respectiva equipa e que pode fazer a diferença no resultado final. Para fechar em beleza resta informar que nestas partidas o que não existe são árbitros e faltas pelo que podemos perfeitamente encher os nossos adversários de porrada para conseguirmos desesperadamente a posse da bola. Ora digam lá se não é brilhante?
Lembro-me de fazermos autênticos torneios nessa mesma tarde enquanto ouvíamos "How do you do" dos Roxette, "Feels like forever" do Joe Cocker ou "Too much love will kill you" ainda cantado pelo Brian May. Uma tarde de sonho.
Fecho os olhos e ainda consigo ouvir o Amiga a dizer: "Brutal Deluxe vs Revolver" ou o vendedor a gritar "Ice Cream! Ice Cream!" enquanto estávamos a esmigalhar mais uma perna ao adversário em pleno jogo. Demais.
Não é por acaso que este é ainda um dos jogos mais populares entre os muitos elementos de toda a comunidade Amiga espalhada pelo mundo inteiro. Porque passados todos estes anos ainda não perdeu nenhum do seu brilho. Longe disso.
Hoje não tenho andado a jogar outra coisa. Até porque amanhã vou fazer uma tarde inteira de retrogaming com os meus sobrinhos e não posso passar pela humilhação de perder com o Pepé. Veremos quem vai levar a melhor.
Um abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Car-Vup [fuente]




Hoje trago-vos mais um jogo da minha "Software House" favorita: Core Design Limited. Depois de já vos ter falado de Rick Dangerous 1 & 2 e Frenetic é chegada a vez deste Car-Vup. Lembro-me de ser noite. Era um dia da semana mas não consigo precisar qual. Vieste com a tua mãe a minha casa para tratar de alguns assuntos relacionados com o Teatro e trouxeste este "Car-Vup" que tinhas comprado em S. J. da Madeira. Lá experimentámos uma vez de forma muito rápida para eu me familiarizar com o jogo e lá o gravei para acrescentar à minha colecção. Deste jogo, é esta a memória mais nítida que trago comigo. Esta e aquele diabinho que aparecia a dizer "TURBO" quando demorávamos algum tempo a concluir alguma fase de cada nível. Ainda hoje me apetece enche-lo de porrada.
Para quem nunca se cruzou com este Car-Vup basta dizer que o objectivo principal do jogo se assemelha bastante ao clássico City Connection das máquinas de salões arcade. No entanto, e na minha modesta opinião, este é bastante superior em todos os aspectos (excepto na aparição do tal diabinho, raios&%$#$$). Inserido num universo um pouco "cartoon" controlamos um carro muito peculiar cujo objectivo é percorrer todas as plataformas do jogo. Acreditem que se trata de uma tarefa que, à medida que vamos progredindo, se torna bastante caótica.
A jogabilidade, como a Core já nos habituou, está soberba e os gráficos têm aquele "não sei quê" típico da Core e que acaba sempre por me cativar de uma forma especial. E isto anos-luz antes de criarem uma tal de Lara Croft, não sei se já ouviram falar...
Fico por aqui pois estou a meio de uma jogatana de "Warzone" (outro grande título da Core) com o meu sobrinho Pepé.
Um grande abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Miguel

P.S. Quanto ao João Azevedo, queria agradecer as palavras simpáticas que deixou por aqui. Já passei pelo seu blogue e prometo ir continuando a passar por lá.
Quanto à rom do "Car-Vup" é só deixar aqui um contacto e eu enviarei com todo o prazer pois tenho aqui uma que funciona na perfeição =D
Já agora, se não for pedir muito, gostaria de saber se era leitor assíduo da rubrica "Micromania" na JND do Jornal de Notícias de Domingo. É que tenho aqui inúmeros recortes dessa secção mas queria ampliar a colecção pois acabei por perder alguns números. E, para mim, essas páginas hoje digitalizadinhas num pc valem ouro...
Ah, já me esquecia. Disquetes de Amiga terei mais de 2000, certamente! Se conhecer alguém que queira vender um Amiga 1200 com Disco Rígido de 4 Gb, memória ram de 64 MB, não hesite em me avisar. Obrigado.

Chase HQ II - Special Criminal Investigation [fuente]




No mundo dos videojogos, à semelhança do que acontece na vida real, não raras vezes, fazemos o caminho "ao contrário". Foi o que aconteceu comigo e com este Chase HQ II.
Tinha ficado impressionado com a excelente crítica ao seu antecessor na secção "Micromania" que saía todos os domingos na JND. Quando a minha mãe me deu a oportunidade de comprar os meus primeiros 2 jogos, Chase HQ foi dos primeiros que procurei para ver se constavam na lista. Acabei por me decidir pelo "Toki" e, como não encontrei o primeiro capítulo acabei por trazer este Chase HQ 2. E foi assim que acabei por fazer o caminho do fim para o início pois só mais tarde haveria de conseguir o Chase HQ original que, vá-se lá saber porquê, acabou por me cativar bem mais do que esta sequela. Mesmo assim o jogo cumpre a sua função e fez-me companhia em bastantes tardes de sol. Fica a mágoa de nunca o ter terminado. Ainda conseguia chegar à última missão mas nunca a consegui concluir. Era mesmo muito difícil...
Recordo que se trata de um jogo de perseguição policial onde, nesta sequela, temos também a possibilidade de ir tirando energia ao criminoso perseguido através de tiros certeiros disparados pelos agentes no interior do nosso veículo.
Enfim, mais uma das inúmeras conversões dos salões arcade feitas pela extinta Ocean e que me deixam com água na boca. Espero voltar a estas ruas em breve para concluir finalmente essa última missão iniciada há cerca de 20 anos atrás. Será que ainda vou a tempo?
Saudações "retromaníacas".

Superfrog [fuente]




Hoje traga-vos um dos jogos mais completos para o Commodore Amiga 500. É por muitos considerado, ainda hoje, o melhor jogo de plataformas. De facto, tendo em conta as capacidades da máquina, este Superfrog impressiona em todos os sentidos. Graficamente é muito difícil encontrar melhor no Amiga e em termos de jogabilidade é mesmo do melhor que há. E a acrescentar a isto tudo tem 5 níveis, cada um deles divididos em várias fases e todos eles enormes e com muito para explorar. Ainda me recordo de o jogar vezes sem conta e de quando acabei a última fase do quinto nível. Estava convencidíssimo que tinha acabado o jogo e, de repente, surge um nível "surpresa" com dificuldades acrescidas e com mais umas quantas fases para jogar. O que é que eu poderia querer mais de um jogo que eu já achava fora-de-série? É claro que me lembro muito bem de o ter acabado. Parece que foi agora mesmo que dei cabo daquela bruxa toda catita que era o "boss final". Bons tempos. Mesmo muito bons.
E o curioso de tudo isto é que, ao contrário da maior parte dos jogos de que dispunha que eram adquiridos depois de consultar a secção da JND de domingo ou através de gravações feitas de jogos de amigos, este Superfrog tem uma história completamente diferente. Estávamos já numa fase "final" do reinado do Amiga 500 e estava eu na EPC informática onde costumava comprar sempre vários jogos de uma assentada. Naquele dia, já tinha passado os olhos pela lista várias vezes mas não encontrava nada que me agradasse para gastar o dinheiro que ainda me sobrava. Foi então que a simpática funcionária me perguntou o tipo de jogos preferido. Resposta pronta: "Plataformas". Então ela sugeriu este Superfrog e eu respondi: "4 Disquetes? Nem pensar". É que eu detestava andar sempre a trocar disquetes pois esses jogos normalmente demoram mais tempo nos loadings do que no "prazer" propriamente dito. Ela insistiu: "Pelo que a malta diz é dos melhores que anda aí. E ninguém ainda se queixou do número de disquetes". Resolvi aceitar o conselho. Ainda bem. Dos melhores jogos que joguei até hoje e, apesar das 4 disquetes, estas apenas têm de ser trocadas por uma vez reduzindo ao mínimo os tempos de loading. Até nisso o jogo é brilhante. Até apetece deixar um abraço aos tipos da Team 17.
Infelizmente já me dei conta que as férias não me estão a proporcionar o tempo que eu julgava para poder reviver estas grandes pérolas. Mas sinto que este Superfrog é uma casa à qual hei-de regressar um dia destes. Espero não estar enganado.
Saudações "retromaníacas".

Miguel

Cabal [fuente]




Hoje trago à memória mais uma excelente conversão de um êxito dos salões arcade e que nos foi trazida pela saudosa Ocean. O primeiro contacto que tive com este jogo foi no Verão de 1989 quando estava na Costa da Caparica num curso para jovens músicos promovido pelo Inatel. Numa das poucas noites que tivemos livre entrámos num salão arcade e lembro-me de ter ficado bastante impressionado com este Cabal que até me conseguiu arrancar algumas gargalhadas na altura.
Um pouco mais tarde no tempo, já não me lembro bem como, lá consegui a respectiva versão para o Commodore Amiga. Embora os controlos não fossem os melhores pois acabávamos por disparar granadas mesmo "sem querer", o jogo estava muito bem conseguido e foi uma óptima companhia durante muitas tardes a fio. Infelizmente nunca o terminei. Já não me recordo se devido à sua dificuldade ou se era mesmo eu que ainda era um novato na altura e, por isso mesmo, não conseguia progredir. Talvez essa dúvida seja um bom pretexto para poder jogá-lo um dia destes. O que eu me recordo e muito bem é que adorava o clássico Operation Wolf pelo que este Cabal, na altura, fez as minhas delícias.
Um jogo a reviver sem hesitações. Uma verdadeira pérola.
Grande abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Prehistorik [fuente]



Os jogos da Titus nunca foram dos meus preferidos. Há que reconhecer que a qualidade não era propriamente a melhor. No entanto, há pelo menos dois deles que, para mim, são uma excepção: Crazy Cars 3 e, claro, Prehistorik.
Este último faz-me lembrar algumas das tardes solarengas de domingo que passávamos em frente ao Amiga. Ainda me recordo de quando descobrimos alguns cenários secretos de bónus completamente por acaso. O que já não me consigo recordar é do número de níveis que o jogo possui. Sei que o acabámos várias vezes até porque o mais difícil era mesmo acaba-lo a primeira vez. Depois, sei muito bem que o acabávamos todas as vezes que jogávamos. É, certamente, um dos jogos aos quais vou voltar já na semana que vem. Pode levar algum tempo, mas acredito que vou voltar a ver como acaba. Nem imaginam o prazer que isso me dá.
Como o nome indica, o jogo transporta-nos até aos tempos da Pré-História. Controlamos um autêntico Homem das Cavernas que, com a ajuda de um bastão, vai dando cabo dos mais variados animais. Ficam na retina aquelas passagens originais em que andamos de balão ou até mesmo de Asa Delta. Genial.
Pode não ter a profundidade e humor de Chuck Rock mas que tem uns gráficos catitas, isso tem. E a jogabilidade, apesar de não ser perfeita, faz bem o seu papel. Até apetece perguntar: "porque é que os jogos não são todos assim"?
Um grande abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.

Rodland [fuente]




Este é daqueles jogos em que só pelo facto de olhar para o screenshot quase desato a chorar. É daqueles jogos em que as minhas memórias se apresentam mais nítidas e isso traz ainda mais saudade de um tempo que eu espero, um dia, volte a ser Tempo.
Fecho os olhos e volto a ver-nos na EPC Informática. Nesse dia compraste o Robocop 3 e mais 1 ou 2 jogos que agora não recordo o nome. Eu lembro-me de ter trazido 10 jogos, todos ocupando apenas 1 disquete. Alguns deles, como Speedball 2, Prince of Persia ou Magic Pockets, falarei em outros posts. Hoje vou falar apenas de um deles: Rodland.
Trata-se de uma das mais fantásticas e bem conseguidas conversões de um jogo arcade. É de tal forma perfeito que, por vezes, até nos esquecemos que não estamos a jogar na máquina original. Simplesmente genial.
No jogo controlamos uma menina com uma "varinha mágica" muito eficaz e temos de tentar salvar a nossa mãe que foi raptada e está algures feita prisioneira numa torre. São 40 níveis que se jogam com um prazer de tal ordem que nem damos conta dos minutos passarem. O nível gráfico é extraordinário e os "Bosses" que aparecem de 10 em 10 níveis estão muito bem conseguidos. Na altura acabei-o por várias vezes. Ultimamente tenho voltado a jogá-lo mas estou "encalhado" no Boss final. Mas hei-de conseguir ultrapassar isso. Espero. Já com uma TV Led de 42''. Oram digam lá se não ajuda...
Abraço "retromaníaco".

Escape from the Planet of the Robot Monters [fuente]



Como muitos dos jogos para o Amiga este Escape from the Planet of the Robot Monsters era mais uma conversão de um clássico dos salões arcade. Apesar de ser um jogo mediano, na altura fiquei encantado com os gráficos. Foi um dos meus primeiros jogos e, talvez por isso, consegui inúmeras vezes contornar a fraca jogabilidade que ele oferecia e acabei por lhe dispensar muitas horas de vício. Mas reconheço que podia e devia estar bem melhor. Principalmente na campanha a solo. Já quando jogado com um amigo a nota final dispara para o dobro embora a dificuldade, infelizmente, não caia para metade. Tenho alguma curiosidade para o experimentar com a Odete na nova casa para onde me vou mudar no final do mês. Acho que vai ser uma boa companhia, pelo menos por um serão.
Resumindo: não foi daqueles jogos que ficou gravado de forma indelével na memória mas, que ainda hoje me deixa muitas saudades, disso não tenham a menor dúvida.
Um grande abraço "retromaníaco" e continuação de bons jogos.
Até breve. Prometo.

Frenetic [fuente]



Hoje vou falar-vos do meu shooter favorito: Frenetic.
São tantas e tão boas as recordações que me chegam à memória quando volto a colocar esta disquete no meu Amiga 500. É um daqueles jogos que ajuda a resumir o quão espectacular foi a minha adolescência e o quanto me deixa saudades...
Recordo-me nitidamente da primeira vez que tive contacto com este jogo. Tínhamos ido a Sub-Rego, a casa do Pedro, para gravarmos uns jogos e foi quando já estávamos para vir embora que chegou o Zezito das Senras e, assim que acabaram as gravações, começou a jogar com o Pedro este fantástico jogo. Como não conhecíamos este Frenetic ficámos um pouco para ver se realmente era tão bom como, à primeira vista, parecia. Foi amor à primeira vista. Os meus caros amigos não passaram do segundo nível mas, para uma primeira impressão, o que tínhamos visto bastava. Viemos embora e, embora tivessemos ido com o propósito de gravar outros jogos, acabámos por vir todo o caminho a falar nesse tal "Frenetic".
Nessa mesma semana acabarias por ir lá gravá-lo e logo te lembraste de mim e passaste por minha casa para que eu pudesse gravá-lo também. Era um jogo que tinha 2 disquetes mas logo descobrimos que a primeira era apenas necessária para vermos a apresentação pelo que foi com imenso agrado que verificamos que, para jogar, apenas era necessária a segunda disquete. É que o dinheiro não abundava e todas as disquetes que se conseguissem poupar eram uma grande ajuda... Eheheh!
Lembro-me que o jogo era composto por 8 fantásticos níveis de crescente dificuldade. E chamar "dificuldade" aos desafios que tínhamos de enfrentar é estar aqui a ser extremamente simpático. Ainda me lembro de, na altura, no Liceu, o Pedro nos ter dito que só falássemos para ele quando conseguíssemos acabar o Frenetic. Era uma espécie de "certificado" de bom jogador. Pois bem. Tarefa cumprida. Primeiro tu, em tua casa, com muito esforço. Depois eu, sozinho, no sótão de minha casa. Apenas o voltaria a acabar por mais uma vez pois era um jogo bastante difícil. Bastava perder uma vida e lá se iam todas as armas e power-ups que tanto nos custavam a ganhar. Lembro-me dos gráficos bonitos, daquela relva verde do primeiro nível; lembro-me do 2.º nível ser do género do 7.º embora este fosse muito mais difícil, como é óbvio; lembro-me do 3.º, 5.º e 8.º níveis também serem semelhantes. E lembro-me que no 4.º nível sobrevoávamos uma espécie de nave gigante em alto mar; falta ainda o 6.º nível que tinha muitas "pedras" espalhadas pelo espaço o que dificultava bastante quando precisávamos escapar a certos tiros...
E falta ainda falar nos bosses que estavam muito bem conseguidos embora alguns deles fossem bem difíceis de vencer. Recordo com particular agrado o do 4.º nível que, embora fosse o menos espectacular, era o mais fácil de derrotar o que fazia que o olhasse com alguma predilecção... Eheheh!
Lembro-me perfeitamente de estar uma tarde a jogar, numa daquelas vezes em que tudo nos sai bem e, em pleno 7.º nível tenho uma daquelas mortes mesmo "estúpidas" e lá se vão as minhas armas todas... Claro que não consegui terminá-lo nesse dia quando tudo apontava para isso... Lembro-me de gritar: %$#%&, #$%$%&%&, "Sou mesmo burro", etc, etc, etc... O meu irmão estava lá em baixo na cozinha, com o Paulo das Silveiras... Quando lá cheguei o Paulo sorriu, olhou-me e disse a célebre frase: "És mesmo burro? E é que ninguém te contraria"... Eheheh! Apesar de estar fulo pelo que tinha acontecido, soltei uma gargalhada mesmo daquelas cá de dentro....
Entretanto, as férias estão aí à porta e podem crer que vou voltar a pegar neste Frenetic e vou tentar acabá-lo mais uma vez. Costuma-se dizer que não há duas sem três. Será?
Um abraço retromaníaco e continuação de bons jogos.

Miguel

P.S. Digam-me que um dia vou voltar a viver isto tudo outra vez. Please...

Bug Bash [fuente]



Lembro-me de na altura não ter ficado muito impressionado com este Bug Bash. Apesar de graficamente estar bem conseguido havia qualquer coisa na jogabilidade que fazia com que fosse preterido em relação a outros títulos da altura. Lembro-me do dia em que apareceram uns jogos novos lá por casa e tive que sacrificar alguns jogos pois não tinha disquetes "brancas" suficientes para os gravar. Este Bug Bash acabou por ser um dos jogos sacrificados. Felizmente hoje os tempos são outros e consegui recuperá-lo. Continua a ser um jogo mediano mas cativa-me de uma forma que não consigo explicar. Continuo a adorar os gráficos e estou, finalmente, a adaptar-me à jogabilidade. Foi uma das boas surpresas destas férias da Páscoa. Não sei porquê, é um jogo que me cheira a Verão. Ora digam lá se não é uma fragrância agradável?
Já o coloquei nos primeiros lugares da lista de jogos para as férias grandes. Sabem-me dizer se ainda falta muito?
Abraço "retromaníaco".

Miguel

Jumping Jack Son [fuente]



Hoje trago-vos um jogo original. Descobri-o através da saudosa secção "Micromania" que acompanhava o JN em todos os domingos. A Infogrames conseguia finalmente convencer-me. A música, com clara colagem aos anos 60 estava impecável. E era mesmo a música o aspecto mais importante deste jogo pois a nossa missão passava por nos deslocarmos numa espécie de tabuleiro para colocarmos vários gira-discos a tocar. Claro que tínhamos os nossos inimigos que mais não eram do que intrumentos musicais pormenorizadamente desenhados. Um jogo mesmo muito bom. Os níveis eram 32 divididos em duas partes distintas de 16. A primeira parte, embora não fosse fácil, era mais acessível. A segunda parte chegava a revelar-se caótica. Talvez por isso não o tenha acabado na altura. Mas agora, com a mudança breve para a nova casa onde já tenho o meu Amiga ligado, acho que vou conseguir ultrapassar esse problema. Até porque de todos os jogos do Amiga este é o preferido da Odete. E, quando acompanhado, o vício torna-se indescritível. Atinge outra dimensão. Certamente que nas férias grandes este será dos jogos mais rodados lá por casa. Só espero conseguir terminá-lo antes da Odete. É que há coisas que têm certos limites. E não ia conseguir resistir à humilhação de acontecer o contrário. Eheheh...
Saudações retromaníacas!

Miguel

Sensible Soccer [fuente]



O nome "Sensible Software" vai ficar para sempre gravado no meu coração. Embora eu seja um fã incondicional da série "Kick Off" (que é aquela que ainda hoje mais jogo e a qual prefiro), reconheço que o melhor jogo de futebol de todos os tempos só pode ter um nome: "Sensible Soccer". Tanto a "solo" como (e principalmente) na companhia de um amigo, jogar Sensible Soccer foi, talvez, um dos maiores vícios de todos os tempos. Ainda tenho gravados na retina milhares de golos marcados "em arco", as célebres cabeçadas em que os jogadores saltavam de uma forma hilariante, o pormenor da cor do cabelo e da pele já estar de acordo com o jogador em questão... numa palavra: FENOMENAL. Ainda hoje, e creio que ainda por muitos anos, este jogo está "anos-luz" à frente de qualquer FIFA ou PES.
Recordo com saudade as noites em que de uma assentada fazia todos os jogos de qualificação da equipa das Quinas rumo ao mundial de 1994 nos Estados Unidos da América. Já que no campo não foi possível a qualificação, encontrava aí a oportunidade única e indescritível de me vingar. Bem sei que mesmo assim não era nada fácil levar de vencida a Itália e até mesmo a Suíça mas garanto que ainda foram "vastas" as vezes em que esses senhores saíram humilhados depois de um jogo com a minha Selecção Nacional.
Tempos óptimos. Ainda hoje este é dos jogos que mais rola no meu Amiga 500 lá em casa. Cada jogo é sempre um "novo desafio". E nas noites raras em que disponho de 2 horas seguidas para jogar, quase nunca resisto à tentação de jogar novamente a qualificação para o mundial americano. Não consigo explicar. Está-me no sangue...
Já estive a ligar todos os meus computadores antigos e todas as consolas na minha casa nova. Só falta um ecrã à altura do acontecimento. Quando ficar tudo prontinho, podem crer que o mundial da Africa do Sul vai começar mais cedo lá por casa. Com aqueles jogadores de tamanho minúsculo...
Um grande abraço e continuação de bons jogos...

Miguel

Midnight Resistance [fuente]



Hoje trago-vos este Midnight Resistance. Trata-se de um dos melhores jogos de Acção/Plataformas para ser jogado "a dois". Sendo uma criação original para os salões arcade da já extinta Data East era de esperar um jogo nada menos do que soberbo. Felizmente assim aconteceu. A conversão para o Amiga esteve a cargo da Special FX e da Ocean que conseguiram trazer para esta versão uma jogabilidade viciante. Ainda hoje é dos jogos que recordo com maior saudade. Lembro-me perfeitamente que o jogo exigia alguma dedicação e paciência. A espaços, era capaz de proporcionar momentos de prazer difíceis de superar. E tudo isto era elevado quase ao infinito quando jogado com um amigo.
Quando o "acabei" pela primeira vez recordo-me de reiniciar logo ali, sem perder tempo, a aventura desde o princípio. Mesmo depois de ter acabado com aquela maldita cabeça gigante que se fartava de pular à minha frente, com o cérebro à mostra, de onde saíam uma espécie de minhocas "chatas como um raio". Depois de conseguir matar tão estranho Boss lembro-me de acontecer uma paragem na leitura da disquete e do jogo "ir abaixo". Mas, para mim, não restavam dúvidas. Aquele era mesmo o Boss final. Depois disso haveria de voltar a terminá-lo várias vezes, algumas tendo o Pedro por companheiro. E o jogo acabava sempre da mesma forma...
Até que os anos foram passando e temos a internet aqui mesmo à mão. Não sei se conseguem imaginar a alegria que senti ao descobrir que afinal ainda há jogo para além daquele Boss. Felizmente ainda há desafios a ultrapassar. Escusado será dizer que assim que terminar o processo em que me encontro de "mudança de casa" este será um dos jogos prioritários na minha nova sala feita a pensar nas minhas sessões de "retrogaming".
É, sem dúvida, dos meus jogos preferidos.
Enfim. Numa palavra: SOBERBO.
Saudações retromaníacas e continuação de bons jogos.

Miguel

The Great Giana Sisters [fuente]



Depois de um longo período de ausência, eis-me de volta para vos falar de mais um jogo para o Commodore Amiga 500. Desta vez vou dedicar estas linhas a um dos jogos que acompanhou o meu Amiga aquando da sua compra em 1990. Trata-se de um dos meus jogos preferidos e tem por título: The Great Giana Sisters.
Na altura do seu lançamento acabou por ser um jogo envolto em alguma polémica uma vez que parte da comunidade de gamers considerava-o uma "cópia" do consagrado Super Mário da Nintendo. Muitos, apenas por esse facto, consideravam-no pouco mais do que "lixo" mesmo sem lhe darem uma oportunidade. Felizmente, um número considerável de gamers (onde me incluo) resolveu dar-lhe o benefício da dúvida. No meu caso posso dizer que o resultado foi simplesmente brutal. Desculpem a "heresia" mas este Giana Sisters é muito melhor que o Super Mário. De longe.
É um típico jogo de plataformas, com 32 níveis, passagens secretas, níveis excelentemente bem concebidos e, o melhor de tudo, montes de saltos que requerem uma precisão muito maior do que a de um qualquer relógio suíço.
Lembro-me que nunca cheguei a terminá-lo. Ainda hoje, apesar de ser dos títulos a que mais me dedico quando consigo algum tempo de lazer, não consegui ir além do nível 22. Mas não me canso de continuar a tentar. Nunca. E garanto que de cada vez que o jogo sinto o cheiro a madeira daquela mesa onde tinha o computador há 20 anos atrás. Enquanto a Giana pula as minhas lembranças também saltam cá dentro. Dá uma saudade...
Em suma, trata-se de um jogo de plataformas soberbo e que ainda hoje recomendo vivamente.
Saudações retromaníacas.

Miguel

P.S. Com este meu regresso trago também o compromisso de tudo fazer para actualizar este blogue, pelo menos, uma vez por semana.

Emlyn Hughes International Soccer [fuente]



O meu primeiro contacto com este Emlyn Hughes International Soccer foi através do saudoso Spectrum. Nos finais dos anos oitenta, o ZX Spectrum ainda reinava e as delícias dos "micromaníacos" de então eram feitas com clássicos do futebol como "Matchday 2" ou "Emílio Butragueño Futbol". Lembro-me dos infinitos jogos passados com o Nuno, um primo meu de Castelo de Paiva que passava muitas vezes o fim-de-semana lá em minha casa para partilharmos o vício do Spectrum. E o Emilio Butragueño fez-nos companhia tantas e tantas vezes...
Até que um tal de Miguel "Confiança" veio morar para a casa ao lado da minha. Era um rapaz do Porto e que trazia com ele um "Spectrum +2" e que tinha milhentos jogos. Um deles era este Emlyn Hughes International Soccer. Lembro-me de ter ficado de boca aberta a primeira vez que tive oportunidade de jogar em casa dele. Que saudades...
Mais tarde, já com o Commodore Amiga por companheiro viria a conseguir a respectiva versão. A jogabilidade mantinha-se mas agora com uns gráficos muito melhores. A vida é bela, não?
Eu e o Pedro multiplicámo-nos em jogos e jogos, tentando aprofundar aquilo que "Kick Off", apesar de muito melhor em termos globais, não conseguia fazer. Proporcionar jogadas de refinado recorte estético. Agora era possível tentar fazer tabelas com os companheiros, coisa impensável em "Kick Off".
Não era dos melhores jogos de futebol mas que foi uma óptima companhia na altura, isso foi. Apesar de não ser brilhante, marcou a sua época com alguns promenores deliciosos e inovadores.
Obrigado por isso.
Abraço "retromaníaco"...

Miguel

Toki [fuente]




Quando tive o Commodore Amiga, a princípio, fui vivendo dos jogos que vinham com o computador e também com outros que fui gravando de amigos meus. Até que num certo sábado mágico, numa das muitas tardes que me deslocava a S. J. da Madeira para as minhas aulas de piano, lá consegui convencer a minha mãe a deixar-me comprar um jogo. Lembro-me bem do sorriso dela quando me deu o dinheiro para a mão e disse: "Toma lá. Compra dois. Mas é para continuares a estudar como até aqui." Foi música para os meus ouvidos. Pedi apenas um e podia agora comprar 2 jogos. Posso dizer-vos que naquela tarde a aula de piano até correu melhor do que o costume. E já costumava correr bem...
Foi a primeira vez que entrei na "casa dos sonhos". A primeira de tantas. Ficava bem pertinho do centro comercial de Santo António e chamava-se "EPC Informática" e ainda me lembro que davam umas sacas vermelhas todas catitas... Eheh!! As funcionárias eram um espanto. Tanto em beleza como em simpatia. Lembro-me de entrar e a casa estar cheia de outros tantos rapazes como eu. Quando chegou a minha vez lá pedi a lista de jogos para o Amiga e, como o autocarro para Arouca não esperava por ninguém, tinha que ser rápido na minha escolha. A lista tinha que ser lida "na diagonal" para poupar tempo. Tentava lembrar-me, naquele curto espaço de tempo, das indicações dadas pelo João Cruz na secção "Micromania" do JN de domingo e foi assim que acabei por trazer o "Chase HQ 2" e o "Toki". Escusado será dizer que este último foi um dos jogos que me ocuparam tardes e tardes de pura satisfação. Ainda me lembro que se escrevêssemos "Michel Janicki Jean Charles Meyrignac" podíamos jogar, logo de início, qualquer um dos níveis do jogo. Foi com esta "cheat" que me fui aperfeiçoando em cada um dos níveis para mais tarde conseguir acabar o jogo todo limpinho de princípio ao fim, várias e várias vezes. Ainda hoje é um vício. Lembro-me de no dia seguinte ter passado a tarde em casa do Pedro a jogar esta pequena pérola e lembro-me também dos bosses dos 3.º, 5.º e último nível terem sido aqueles que mais trabalho deram a derrotar. Mas valeu a pena cada segundo de esforço... Eheheh!!!
Foram anos e anos a entrar na "EPC Informática" para comprar jogos e, de todas as vezes, tinha a esperança de encontrar na lista um "Toki 2". Infelizmente nunca sucedeu. Ainda hoje não compreendo porque nunca houve uma sequela dado o tremendo sucesso do original. Mas paciência. Ainda houve uma versão para a megadrive mas comparada com esta para o Amiga era uma verdadeira "porcaria".
Estou prestes a mudar de casa e então ando a organizar algumas coisas. Uma delas é a minha colecção de disquetes do Amiga. Um dia destes matei saudades deste macaquinho preferido. Já não me lembrava de algumas armadilhas mas com mais um bocadinho de aplicação isso vai ao sítio. Podem crer que vai...
Saudações retromaníacas!

Miguel

Tetris [fuente]




No final da década de 80, o maior fascínio de quem tinha um Spectrum ou um Commodore Amiga era as visitas aos salões "arcade", tão em voga nessa altura. Lembro-me de adormecer várias vezes a sonhar com uma conversão do Tetris para o meu querido Amiga. A versão das máquinas arcade era qualquer coisa de fenomenal!!!
Quando compraste uma das versões do Tetris para o Amiga chamaste-me a tua casa para me mostrar e para eu poder gravar e jogar em casa. Lembro-me da enorme desilusão que sentimos na altura. O jogo ficava a milhas da qualidade demonstrada pelo original das arcade. Mesmo assim o jogo era interessante e prometia algumas horas de dedicação.
Não sei bem explicar porquê, mas o que é certo é que, aos poucos, este Tetris foi-me cativando, ao ponto de o preferir, de longe, ao original das arcade. Não sei. Parece que tem qualquer coisa de mágico. Aquelas cores, aquelas músicas e aquela atmosfera despertam algo em mim que não consigo explicar. Talvez seja o mesmo "click" que, na altura, fez com que a minha querida irmã Cristina e a minha mãe (sim, leram bem, era a minha mãe) passassem tardes inteiras (e não estou a exagerar, até estou a ser simpático!!!) a jogar esta magnífica pérola. Ainda me lembro de, algumas vezes, estar em pulgas para fazer uso do meu Amiga com o meu grande amigo Pedro num qualquer jogo "a dois" e lá tínhamos que aguardar um bom bocado porque a minha irmã lá estava a jogar Tetris... Na altura ficava fulo. Só agora percebo a beleza desta recordação.
Sei que foi dos jogos que mais joguei (e ainda jogo), tanto pela sua qualidade como pelo facto de ser um jogo que parece ser sempre actual. Na altura cheguei a fazer mil e tal linhas, não sei bem ao certo. Hoje, nos meus curtos e solitários momentos de retrogaming, usando o mesmo Amiga de então, ainda não consegui superar as 423. Mas vejo tudo isso pelo lado positivo... É um incentivo a jogar cada vez mais e a continuar a tentar...
E desculpem lá, mas acho que vou fazê-lo agora mesmo. Não ouvem a música?!!!
Tam tim tam tim taaaammm...

Saudações retromaníacas!

Miguel