Archeogamer (26)
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03/06/2010
Archeogamer : 24 - Cannon Fodder - The Beginning [fuente]
Cannon Fodder - The Beginning, marca o começo da minha Season 2 de vídeos. É uma espécie de homenagem a um jogo que divertiu toda uma geração que cresceu e viveu na era do Commodore Amiga.
Esta é a primeira parte da retrospectiva, mas não pensem que o vídeo ficou incompleto, porque contem tudo o que foi planeado fazer, simplesmente como há mais para falar do jogo, decidi fazer uma segunda parte, quando terminei este vídeo.
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30/04/2010
Archeogamer : 23 - Lexibook: Cyber Arcade Center [fuente]
Uma das minhas compras mais recentes foi uma consola portátil desconhecida, da Lexibook, o Cyber Arcade Center. Podem ler no texto que se segue a minha análise final à consola e no final tem um vídeo com a crítica e a consola em funcionamento.
Design :
O Lexibook Cyber Arcade Center (LBCAC) é ergonómico, adapta-se bem às mãos do jogador, quer seja um adulto ou criança.
O cursor direccional responde bem às ordens do jogador, mesmo não sendo perfeito funciona bem com a simplicidade dos jogos da consola.
O factor mais negativo que saliento são os dois botões rectangulares, estes deveriam ser redondos e com posicionamento lateral ou diagonal, mas como na maioria dos jogos só utilizamos um botão, o A, este factor não se torna muito incomodativo.
Hardware :
A nível de hardware não consigo falar das características do LBCAC, uma vez que o manual não possui nenhuma informação nesse sentido, nem encontrei nada na internet sobre a consola, abordarei então as características mais visíveis:
• O ecrã é extremamente luminoso, dando para jogar numa situação de escuridão total, ou com a luz de dia a incidir directamente sobre o visor. A luminosidade do ecrã não pode ser regulada ou desligada.
• Leva 3 baterias AAA, sendo que a duração de vida das pilhas possa rondar as 3h30 minutos com 3 pilhas de 2400mah.
• A saída de som é mono, o som sai alto do altifalante, é claro sem distorção.
Não existe nenhuma saída para auricular, mas é possível regular o som através de controlo de volume.
Em contrapartida o LBCAC não tem forma de levar mais jogos, para além dos 120 que tem em memória, não tem opção para gravar recordes após sair de um jogo, nem dá para jogar 2 jogadores, salvo se os jogos permitirem jogar à vez.
Gráficos:
Graficamente a consola lembra a NES pela palete gráfica ou Game Boy Color pelo tamanho e definição das sprites em alguns jogos. Um pequeno a parte, nos jogos que apresentam mais sprites no ecrã, nota-se algum abrandar na fluidez de jogo. Os gráficos são na generalidade simples mas bem definidos, lembrando os bons velhos sistemas de 8 bits!
Som:
O Som é agradável e claro, tendo todos os jogos em que testei musica, sem bem que muitas das melodias duram menos de 20 segundos, sendo que tocam na maior parte dos casos em modo continuo o que se torna irritante após alguns minutos de jogo. O estranho é que muitas musicas se repetem ao longo de vários e diferentes jogos, o que não consigo perceber, se a consola tem as músicas armazenadas em alguma memória Rom, ou se há um reaproveitar de melodias entre vários e diferentes jogos. É estranho um jogo de carros ter musica igual a um jogo de perícia ou desporto, mas no LBCAC isso acontece.
Jogos:
Um aspecto que despertou curiosidade foi sendo este sistema tão alternativo e desconhecido foi de onde vieram tantos jogos? Quem os fez?
Sinceramente pensei que não iria ter uma resposta, mas achei curioso que alguns poucos jogos na consola apareciam com uma data 2004, sendo este sistema de 2009 obviamente que tiveram de ir buscar os jogos a qualquer lado. Após uma pesquisa pelo nome desses jogos encontrei que os mesmos faziam parte do Ezi Entertainment Zone, um dos muitos Clones de Wii que tem jogos próprios com um grafismo que lembra mais a Super Nintendo, mas limitados na animação usando também cartuchos similares aos de Famicom ( NES Japonesa) ou de GBA, com jogos mais próximos dos da NES. E são alguns desses jogos de cartucho que estão presentes no LBCAC, o que me faz supor que a tecnologia seja em tudo similar à Nintendo, ou então é mesmo de Famiclone com jogos feitos por terceiros após o fim da NES, mas em versão portátil.


OS 120 jogos estão divididos por 5 categorias:Tiro neles, perícia ou destreza, desporto, acção e corridas
Os jogos são no geral simples, não tem títulos famosos, mas podemos encontrar versões engraçadas de jogos de algum sucesso, na secção de perícia temos um Zuma, Tetris, Columns etc.
Os jogos não são longos nem muito recompensadores, quando o jogador chega ao final,dos que acabei, o fim de jogo é uma simples mensagem de win, ou congratulations….
Afirmo que é um sistema bom para crianças pequenas, para não terem de andar a estragar Nintendo DS ou PSP, sem saberem o que é a noção de valor, para esses este sistema ao preço de 19,90€ leva um 70%, para um jogador maduro o melhor é ficar mesmo pelas consolas mais tradicionais, somente os jogadores que apreciem retro conseguirão tirar partido de alguns dos jogos presentes no LBCAC, mesmo assim creio que uma pontuação de 40% se adeqúe para esses jogadores, porque comprando um Game Boy Color, com 2 ou 3 jogos é muito mais aprazível e recompensador de jogar, do que este sistema com 120 jogos.
Mas atenção que o LBCAC não deixa de ser uma jóia engraçada numa colecção, e para quem aprecia pequenas portáteis.
Conclusão:
Pontos Fortes:- Preço de 19.90€, (Preço que o adquiri no Jumbo)
- Ecrã de jogo que se adapta a qualquer ambiente de luz,
- 120 Jogos para entreter.
Pontos Fracos:- Não há hipótese para gravarmos recordes,
- Muitos dos jogos não iremos jogar mais do que 5 minutos,
- Jogos de Desporto Corrida algo fracos e repetitivos.
- Preço de 19.90€, (Preço que o adquiri no Jumbo)
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30/04/2010
Archeogamer : 22 - The Video Gaming Manual [fuente]
Uma das minhas últimas compras foi o livro The Video Gaming Manual, do autor João Diniz Shanches. Devido a algumas questões que me puseram sobre o seu conteúdo, decidi criar um vídeo, em que analisei o livro de forma detalhada, e o resultado é apresentado num vídeo que se segue, dividido em duas partes.
Vídeo Parte I
Vídeo Parte II
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31/03/2010
Archeogamer : 21 - Novidades 02: Março de 2010 Parte II e III [fuente]
Aqui fica os dois últimos vídeos com as novidades de Março, não irei colocar fotografias das compras, porque penso escrever sobre as mesmas de forma mais detalhada.
Parte II
http://www.youtube.com/watch?v=BYkRFG-pqCQ
Parte III
http://www.youtube.com/watch?v=xQNRP8ujRN4
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27/03/2010
Archeogamer : 20 - RetroMadrid 2010 [fuente]
Nos dias 12 e 13 do mês de Março decorreu o evento RetroMadrid, que junta toda uma comunidade de retrogamers e editoras que publicam material para sistemas antigos, para além de outras actividades paralelas relacionadas com o mundo dos videojogos de outros tempos, que continua sendo bem actual, pelos vídeos apresentados.
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27/03/2010
Archeogamer : 19 - Invasion of the Zombie Monsters [fuente]
Foi apresentado este mês na RetroMadrid um novo jogo de computador, para o ZX Spectrum 48/128K e MSX, Invasion of the Zombie Monsters.
A RELEVO Videogames apresenta-nos o que parece ser um Arcade Shooter de grande qualidade, infelizmente ainda não pude testá-lo, mas conto em adquiri-lo e apresentar o teste a toda a comunidade de retrogamers.
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23/03/2010
Archeogamer : 18 - Leitor/Gravador de Cassetes Panasonic RQ-2102 . [fuente]
Um dos problemas em jogar os jogos em cassete, deve-se ao facto de quem não possuir um 128k+2 com o leitor de cassetes incorporado, ter que estar 100% dependente de um leitor de cassetes externo. Leitores esses que na altura, eram usados com as mais diversas funções, fosse para jogar no Spectrum, gravar os discos de Metal dos amigos para posteriormente ouvi-los ou serem levados para praia servindo também para brincadeira em gravações caseiras. Por todos estes motivos e mais alguns, adquirir nos dias de hoje um leitor/gravador de cassetes de mesa usado, torna-se uma tarefa complicada, porque nunca sabemos em que estado chega a parte de reprodução, portanto a melhor opção é adquirir um novo, felizmente ainda é possível, mas infelizmente só consegui comprá-lo directamente da Inglaterra.
O modelo em questão funciona na perfeição nos computadores antigos, como poderão ver mais em baixo .
Foi através deste vendedor na Ebay que adquiri o leitor Panasonic RQ-2102 :
Especificações externas do leitor:
Entradas e saída de áudio:
Zona de Afinação da Cabeça:
Parte inferior do leitor:
Quem procurar um leitor/gravador de cassetes para o seu ZX Spectrum, tem aqui uma boa opção:
Prós:- Qualidade do som,
- Saída de 8 Ohms,
- Design compacto,
- Duração das baterias,
- Entrada para Microfone.
Contras:- Não é possível afinar a cabeça em modo Play,
- Não tem botão de tone,
- O plástico podia ser de melhor qualidade.
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22/03/2010
Archeogamer : 17 - Novidades 02: Março de 2010 Parte I [fuente]
Estas são as restantes novidades do mês de Março, em compras de videojogos para a minha colecção, após uma nova ronda no Cash Converters (Magicland) e nos sites de leilões portugueses.
Vídeo com a primeira parte das compras:
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03/03/2010
Archeogamer : 16 - Novidades 02/03/10 [fuente]
Estas foram as novidades do dia 02.03.2010, para a minha colecção de videojogos, após uma ronda nos Cash Converters.- Megaman X7 (Ps2) -Completo, DVD sem riscos versão Inglesa por 10,00€
- X-Men 2 The Clone Wars (Megadrive) - Incompleto, falta manual. 5,00€
- Madden 97 (Megadrive) - Completo. 5,00€
- Dragon Ball Z 2 - Ver. Famicom Pirata. 1,50€
- Fatal Fury Special - Ver. Famicom Pirata. 1,50€
Vejam o vídeo no Youtube sobre as compras:
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15/02/2010
Archeogamer : 15 - Alfonso Azpiri Spectrum: del pincel al píxel [fuente]
Por muito que seja fã de jogos de computador, especialmente dos de Zx Spectrum, a minha memória e recordações não se resumem única e exclusivamente aos jogos e sistema, existe toda uma panóplia de pequenos factores que fizeram com que a paixão por esse computador se tornasse especial nos dias de hoje, e um desses factores dá pelo nome de Alfonso Azpiri.
Mesmo sendo um nome desconhecido para a maioria dos jogadores, Azpiri, é sinónimo de fama e reconhecimento em Espanha, e no círculo Europeu de desenhadores de Banda Desenhada. Um dos motivos que impulsionou o seu reconhecimento e sucesso deveu-se ao facto de um simples desafio no longínquo ano de 1985, quando aceitou a proposta de Pablo Ruiz Tejedor, um dos fundadores da Editora de Jogos de Computador Dinamic Software, para fazer a ilustração do seu novo jogo Rocky. Quando as capas e desenho da publicidade dos jogos para ZX Spectrum era na maior parte dos casos marginalizado por ilustrações horrendas, Azpiri incutiu um grafismo profissional inédito, que claramente mostrava a direcção para qual os jogos de computador caminhavam, ou seja: o profissionalismo.
Algumas capas de jogos lançados pela Dinamic Software em 1984.
Capa do jogo Rocky, ilustrada por Azpiri em 1985.
Azpiri mudou a maneira como a ilustração de jogos em Espanha passou a ser encarada após 1985, tendo influenciado outros ilustradores e desenhadores a entrarem neste mercado, como por exemplo Luis Royo, famoso pela sua capa do jogo Game Over, que acabou sendo censurada na Grã-bretanha.
Versão Censurada Vs Versão Original
O motivo que me levou a falar de Alfonso Azpiri, deve-se ao recente lançamento de um livro sobre as suas ilustrações concebidas para os jogos de computador. Spectrum de Azpiri, não é um livro técnico-teórico no sentido de profundidade histórica e explicativa, mas sim, um livro mais artístico, orientado para todos aqueles que cresceram admirando a sua arte, já que o seu conteúdo não é mais do que uma mostra de imagens com esboços e ilustrações finais dos jogos.
Infelizmente o livro só pode ser adquirido numa loja da Fnac em Espanha, mas facilmente pode ser encomendado online. Em virtude deste lançamento está também a decorrer uma exposição sobre a arte do autor no mundo dos jogos de computador, que percorre de mês a mês uma cidade espanhola que tenha uma loja desta cadeia. Quem for este mês a Marbella, pode ver lá a exposição "Spectrum: del pincel al píxel".
Algumas imagens do Livro:

O vídeo que se segue é exemplificativo da sua arte:
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13/02/2010
Archeogamer : 15 - Alfonso Azpiri Spectrum: del pincel al píxel [fuente]
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONE Por muito que seja fã de jogos de computador, especialmente dos de Zx Spectrum, a minha memória e recordações não se resumem única e exclusivamente aos jogos e sistema, existe toda uma panóplia de pequenos factores que fizeram com que a paixão por esse computador se tornasse especial nos dias de hoje, e um desses factores dá pelo nome de Alfonso Azpiri.
Mesmo sendo um nome desconhecido para a maioria dos jogadores, Azpiri, é sinónimo de fama e reconhecimento em Espanha, e no círculo Europeu de desenhadores de Banda Desenhada. Um dos motivos que impulsionou o seu reconhecimento e sucesso deveu-se ao facto de um simples desafio no longínquo ano de 1985, quando aceitou a proposta de Pablo Ruiz Tejedor, um dos fundadores da Editora de Jogos de Computador Dinamic Software, para fazer a ilustração do seu novo jogo Rocky. Quando as capas e desenho da publicidade dos jogos para ZX Spectrum era na maior parte dos casos marginalizado por ilustrações horrendas, Azpiri incutiu um grafismo profissional inédito, que claramente mostrava a direcção para qual os jogos de computador caminhavam, ou seja: o profissionalismo.Algumas capas de jogos lançados pela Dinamic Software em 1984.
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONE Capa do jogo Rocky, ilustrada por Azpiri em 1985.
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONE Azpiri mudou a maneira como a ilustração de jogos em Espanha passou a ser encarada após 1985, tendo influenciado outros ilustradores e desenhadores a entrarem neste mercado, como por exemplo Luis Royo, famoso pela sua capa do jogo Game Over, que acabou sendo censurada na Grã-bretanha.
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONEVersão Censurada Versão Original
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONEO motivo que me levou a falar de Alfonso Azpiri, deve-se ao recente lançamento de um livro sobre as suas ilustrações concebidas para os jogos de computador. Spectrum de Azpiri, não é um livro técnico-teórico no sentido de profundidade histórica e explicativa, mas sim, um livro mais artístico, orientado para todos aqueles que cresceram admirando a sua arte, já que o seu conteúdo não é mais do que uma mostra de imagens com esboços e ilustrações finais dos jogos.
Infelizmente o livro só pode ser adquirido numa loja da Fnac em Espanha, mas facilmente pode ser encomendado online. Em virtude deste lançamento está também a decorrer uma exposição sobre a arte do autor no mundo dos jogos de computador, que percorre de mês a mês uma cidade espanhola que tenha uma loja desta cadeia. Quem for este mês a Marbella, pode ver lá a exposição "Spectrum: del pincel al píxel".
Algumas imagens do Livro:
O vídeo a seguir é exemplificativo da sua arte.
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13/02/2010
Archeogamer : 14 - Novidades do Dia: Geometry Wars Galaxies [fuente]
Nome: Geometry Wars Galaxies
Sistema: Nintendo WII.
Preço: 9,90€
Capa do Jogo: Exclusivamente em inglês.
Manual: Capa a cores, interior a preto e branco estando somente em inglês. Não inclui manual em português.
Bom jogo na linha de Tempest 2000 ou Asteroids. É um Shoot 'em-up frenético, com um look retro mas extremamente viciante. Fica aqui um vídeo do mesmo para terem uma perspectiva do jogo.
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04/02/2010
Archeogamer : 13 - Mole Hunter - Vídeo no Youtube [fuente]
Após uma pequena critica escrita ao jogo Mole Hunter, no post anterior, aqui fica o vídeo com o gameplay do jogo.
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04/02/2010
Archeogamer : 12 - Mole Hunter: ZX Spectrum 48K [fuente]
Este post é fruto de uma parceria com o blog Os Velhos Tempos. Uma vez que irei colaborar com eles na secção de Spectrum , eis o primeiro resultado:
Nome: Mole Hunter
Versão: ZX Spectrum 48K
Autor: Raul Pelayo
Download: Site
Sendo o Zx Spectrum um sistema do passado, é lógico pensarem como estando morto e enterrado nas lides da produção de novos jogos. Simplesmente o mundo dos micro computadores de 8 Bits tem uma estrutura bem diferente dos seus manos mais velhos de 16 bits, ou das famigeradas consolas que destronaram esse império no inicio dos anos 90, que era comum no velho Continente durante a década de 80. A simplicidade da concepção de um jogo nestes sistemas, é de uma facilidade assombrosa para quem domina minimamente o código de máquina ou Basic, fazendo com que surjam por ano mais jogos e programas, do que todas as consolas descontinuadas juntas que existiram. Obviamente que o método de gravação desses sistemas aliado às capacidades de programação incutidas nas máquinas, tornaram essa realidade possível nos dias de hoje, originado o jogo que a seguir é focado, que não é mais nem menos do que uma idealização de um simples programador, que decidiu dar uma nova vida ao seu primeiro jogo electrónico, recriando-o na perfeição para o ZX Spectrum.
Antes do domínio dos microcomputadores, muitos de nós que viveram a sua infância no princípio dos anos 80, tiveram como primeira experiência os jogos electrónicos, sendo estes normalmente associados aos célebres Game & Watch da Nintendo. O que é certo, é que houve muitas e boas companhias que produziram verdadeiras obras-primas da diversão digital portátil, mas nenhuma teve ou tem, como é sabido, o estatuto de culto alcançado pelas criações do Gunpei Yokoi, o pai dos jogos portáteis.
Uma das empresas que se dedicou também à sua produção foi a Casio, embora seja mais facilmente associada aos relógios digitais e calculadoras. Quem não teve um destes dois objectos nos anos 80? Uma vez que já dispunham da tecnologia, facilmente transpuseram pequenos jogos para os seus relógios e calculadoras, tendo também entrado em força no mercado dos jogos portáteis, entrando em competição directa com a Nintendo e criado alguns jogos que hoje fazem parte da lembrança de muitos portugueses com mais de 30 anos. Mole Hunter é um desses jogos, sendo que este não faça parte da minha memória enquanto jogador, como o seu irmão próximo o Marine Hunter, o seu conceito é em tudo similar, permitindo-me falar com algum conhecimento de causa na adaptação de Mole Hunter para o Spectrum.Sendo o ZX Spectrum um sistema simples, decidi escolher este jogo, produzido em 2010 (sim leram bem), que não pretende mais do que recriar o jogo electrónico sem mais pretensões acrescidas no velhinho Spectrum. E o que é certo, é que o objectivo foi conseguido na perfeição. A sensação de jogo consegue ser igual à de um jogo electrónico. A sua simplicidade de movimentos, de andar para a esquerda e direita evitando cobras, aranhas ou cocos atirados por macacos, capturando as toupeiras com um simples premir do fogo, está simplesmente fiel, o que nos leva por vezes a esquecer que estamos a jogar um jogo num computador. Graficamente o jogo tem melhorias, pelo colorido incutido, as sprites de jogo delineadas apenas por um tracejado preto lembra os primórdios dos jogos do Spectrum, que se adequa à conversão, evitando assim o famigerado “colour clash” e capturando o aspecto fiel da conversão, mesmo com a melhoria da cor introduzida. A nível de som está em tudo igual aos efeitos sonoros destas máquinas, também é verdade que o som do 48k não era muito superior, mas para esta adaptação consegue ser o ideal os “beeps” estridentes produzidos pelo speaker da máquina.
O jogo não tem menu nem opções, é só premir fogo/Space e começar a jogar tentando fazer o máximo de pontos até ao limite de 999, sendo que a toupeira capturada mais próxima da jaula dá-nos um ponto e a mais longe três, sendo este o único objectivo do jogo. Alcançar uma pontuação elevada não é assim uma tarefa muito fácil.
O único senão do jogo é o mal que assola a maioria dos jogos electrónicos, a sua simplicidade que instantaneamente nos vicia, torna-se saturante a curto prazo.
A nível da conversão, o único ponto “negativo” que saliento, é que ao contrário do que acontece nos jogos electrónicos, como no Marine Hunter, a dificuldade não parece aumentar significativamente com o passar dos minutos, nesta versão de Spectrum, tornando assim o desafio de jogo e a possibilidade de recordes mais elevados facilitada.
Mole Hunter merece nota positiva, uma vez que consegue ser tudo aquilo que o criador pretendia, ou seja: A versão electrónica do jogo no ZX Spectrum.
A experimentar por todos os fãs destes dois sistemas.
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03/02/2010
Archeogamer : 12 - Mole Hunter - ZX Spectrum 48K [fuente]
Este post é fruto de uma parceria com o blog: Os Velhos Tempos . Uma vez que irei colaborar com eles na secção de Spectrum , eis o primeiro resultado:
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONENome: Mole Hunter
Versão: ZX Spectrum 48K
Autor: Raul Pelayo
Link: http://raul.pelayo.diez-andino.com/spectrum/mole_hunter_juego_para_spectrum.php
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONESendo o Zx Spectrum um sistema do passado, é lógico pensarem como estando morto e enterrado nas lides da produção de novos jogos. Simplesmente o mundo dos micro computadores de 8 Bits tem uma estrutura bem diferente dos seus manos mais velhos de 16 bits, ou das famigeradas consolas que destronaram esse império no inicio dos anos 90, que era comum no velho Continente durante a década de 80. A simplicidade da concepção de um jogo nestes sistemas, é de uma facilidade assombrosa para quem domina minimamente o código de máquina ou Basic, fazendo com que surjam por ano mais jogos e programas, do que todas as consolas descontinuadas juntas que existiram. Obviamente que o método de gravação desses sistemas aliado às capacidades de programação incutidas nas máquinas, tornaram essa realidade possível nos dias de hoje, originado o jogo que a seguir é focado, que não é mais nem menos do que uma idealização de um simples programador, que decidiu dar uma nova vida ao seu primeiro jogo electrónico, recriando-o na perfeição para o ZX Spectrum.
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Uma das empresas que se dedicou também à sua produção foi a Casio, embora seja mais facilmente associada aos relógios digitais e calculadoras. Quem não teve um destes dois objectos nos anos 80? Uma vez que já dispunham da tecnologia, facilmente transpuseram pequenos jogos para os seus relógios e calculadoras, tendo também entrado em força no mercado dos jogos portáteis, entrando em competição directa com a Nintendo e criado alguns jogos que hoje fazem parte da lembrança de muitos portugueses com mais de 30 anos. Mole Hunter é um desses jogos, sendo que este não faça parte da minha memória enquanto jogador, como o seu irmão próximo o Marine Hunter, o seu conceito é em tudo similar, permitindo-me falar com algum conhecimento de causa na adaptação de Mole Hunter para o Spectrum.
Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONESendo o ZX Spectrum um sistema simples, decidi escolher este jogo, produzido em 2010 (sim leram bem), que não pretende mais do que recriar o jogo electrónico sem mais pretensões acrescidas no velhinho Spectrum. E o que é certo, é que o objectivo foi conseguido na perfeição. A sensação de jogo consegue ser igual à de um jogo electrónico. A sua simplicidade de movimentos, de andar para a esquerda e direita evitando cobras, aranhas ou cocos atirados por macacos, capturando as toupeiras com um simples premir do fogo, está simplesmente fiel, o que nos leva por vezes a esquecer que estamos a jogar um jogo num computador. Graficamente o jogo tem melhorias, pelo colorido incutido, as sprites de jogo delineadas apenas por um tracejado preto lembra os primórdios dos jogos do Spectrum, que se adequa à conversão, evitando assim o famigerado “colour clash” e capturando o aspecto fiel da conversão, mesmo com a melhoria da cor introduzida. A nível de som está em tudo igual aos efeitos sonoros destas máquinas, também é verdade que o som do 48k não era muito superior, mas para esta adaptação consegue ser o ideal os “beeps” estridentes produzidos pelo speaker da máquina.
O jogo não tem menu nem opções, é só premir fogo/Space e começar a jogar tentando fazer o máximo de pontos até ao limite de 999, sendo que a toupeira capturada mais próxima da jaula dá-nos um ponto e a mais longe três, sendo este o único objectivo do jogo. Alcançar uma pontuação elevada não é assim uma tarefa muito fácil.
O único senão do jogo é o mal que assola a maioria dos jogos electrónicos, a sua simplicidade que instantaneamente nos vicia, torna-se saturante a curto prazo.
A nível da conversão, o único ponto “negativo” que saliento, é que ao contrário do que acontece nos jogos electrónicos, como no Marine Hunter, a dificuldade não parece aumentar significativamente com o passar dos minutos, nesta versão do Spectrum, tornando assim o desafio de jogo e a possibilidade de recordes mais elevados facilitada.
Mole Hunter merece nota positiva, uma vez que consegue ser tudo aquilo que o criador pretendia, ou seja: A versão electrónica do jogo no ZX Spectrum.
A experimentar por todos os fãs destes dois sistemas.
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09/05/2009
Archeogamer : 11 - Retro Review - Entrevista a Jorge Canelhas. [fuente]
Quando em 2002, vivia lendo e relendo as revistas do passado, sem nenhuma nova publicação no mercado que me excitasse o suficiente para transmitir a sensação das revistas de há uma década atrás, eis que surgiu uma que inovou em relação às publicações existentes.
Pela primeira vez o mundo do retrogaming tinha uma publicação exclusiva. E mesmo sendo um projecto não apoiado por uma editora profissional, foi suficientemente relevante para não cair no esquecimento dos utilizadores dos sistemas do passado, apesar de ter durado apenas cinco edições.
Quando no editorial da última publicação os seus autores, Jorge Canelhas e Ian Gledhill, garantiam a continuidade da revista por muitos anos, eis que a Retro Review deixou de ser publicada. E após alguns anos sem que o site dissesse o sucedido para o cancelamento, decidi contactar o Jorge, e efectuar-lhe uma pequena entrevista para o Blog para desmistificar o mistério do “fim” da Retro Review.
Entrevista:Archeogamer :
Sendo o Jorge e o Ian residentes em países diferentes, como se conheceram e surgiu posteriormente a ideia da concepção da Retro Review?Jorge Canelhas: Começou com um leilão meu de um Timex Computer 2048, o Ian foi o comprador, entretanto fomos sempre mantendo contacto e eventualmente um dia eu desafiei-o a criarmos uma revista sobre os microcomputadores da nossa infância, daí a criar a coisa propriamente dita foi uma questão de tempo. As premissas da revista eram:
1) Ser inovadora ou seja não reciclar material como se via em alguns sites.
2) Ser em Papel, esta era uma condição ‘sine qua non’, queríamos reviver o feeling de ler uma Crash ou uma Zaap , e como não havia nada do género, ao bom estilo de programadores que somos, criámos o nosso projecto.
3) Criar conteúdo actual para computadores de outros tempos, a ‘série’ onde ensinamos a ligar um Amiga à net é um exemplo disso, e que com esse conteúdo a pessoa tivesse vontade de mexer na máquina em si.
4) Ser criada de modo ´retro’, a revista enquanto foi produzida foi sempre num Amiga 4000, usando o Pagestream 4.
O que não me recordo é se fui eu o o Ian que deu o nome à revista.
Como nota deixo o facto que até hoje eu e o Ian mantemos contacto e até hoje ainda não nos encontrámos pessoalmente.Archeogamer:
Inevitavelmente tenho que focar este assunto: A Retro Review foi possivelmente a primeira revista de multiformato retro existente. Como reagiram quando a Retro Gamer saiu no mercado auto-intitulando-se a primeira?
Será justo afirmar que a Retro Review foi a primeira revista não profissional e a Retro Gamer a primeira de cariz profissional?Jorge Canelhas:
Que eu saiba a Retro Review foi a primeira revista multiformato retro que apareceu e teve alguma divulgação, eu não tenho conhecimento de nenhuma antes dela.
Quando a Retro Gamer apareceu eu fiquei bastante contente ao ver algo assim nas bancas, infelizmente achei-a superficial, mas antes pouco que nada. O conteúdo da Retro Gamer falhava na primeira premissa da Retro Review.
Reacção não tivemos nenhuma, nunca nos chateámos muito por a Retro Gamer se auto-intitular a primeira, creio que é irrelevante, o que sempre ficou foi a sensação de ‘ai se eu tivesse aqueles meios o que eu faria...’Archeogamer:
Esta é uma opinião pessoal:
Sempre achei que a Retro Review era uma revista mais voltada para o utilizador real de sistemas antigos, que queriam tirar partido das máquinas no presente, em oposição à Retro Gamer, que parece “alimentar” o leitor da saudosa nostalgia do passado, mostrando sistemas e jogos antigos e entrevistando velhas glórias da programação, que já pouco sabem ou se interessam por esses sistemas. Concordas com esta opinião?Jorge Canelhas: Na mouche! Um dos objectivos da Retro Review era dar vontade de mexer na máquina em si, e não apenas servir de tema para conversa de café sobre a mesma. Archeogamer:
Talvez a pergunta mais esperada pelos antigos leitores da Retro review, e a que me levou a efectuar esta pequena entrevista:
O que aconteceu para a revista ter deixado de ser publicada após a edição Nº5? Uma vez que no editorial dessa publicação, vocês foram peremptórios em afirmar que a revista continuaria por muito tempo.Jorge Canelhas: Falta de disponibilidade sobretudo, sempre achámos que a revista tinha uma boa qualidade editorial e se fizéssemos as coisas à pressa não sairia uma Retro Review, mas algo sem espírito e assim mais vale hibernar o projecto, quando houver de novo tempo retoma-se a coisa, deixa ver … daqui a 31 anos devo reformar-me … já faltou mais, a sério, já existe algum conteúdo da RR6 feito mas a revista nunca foi finalizada.Archeogamer:
Haverá a possibilidade de no futuro a Retro Review voltar a ser publicada? Ou renascer num formato virtual mais acessível às massas, como um blogue ou site, mantendo o espírito da revista inicial?Jorge Canelhas: Pergunta difícil, é uma ideia mas o formato impresso era uma das virtudes da Retro Review, Blogs etc... já existem muitos e alguns muito bons.Archeogamer:
Consideras o retrogaming como uma moda passageira ditada apenas por utilizadores, que, tendo hoje mais de 30 anos, detém o poder económico de determinar uma tendência de mercado?Jorge Canelhas:
Sim, creio que é uma moda passageira que durará algumas décadas, penso que nós os dos anos 70 e 80, fomos os últimos que puderam ter uma ligação forte com seu computador de infância, os PC’s e consolas actuais não têm a personalidade necessária para me fazer voltar a mexer nelas 20 anos depois de se tornarem obsoletos, os jogos são todos os mesmos, não há inovação, é demasiado caro inovar! A era das descobertas da informática (caseira) para já está estagnada, o que aparece é mais do mesmo não há grande necessidade de mais, são as 16M de cores, é o som que não é preciso melhorar etc…etc. É o mundo bege do PC. Pergunto o seguinte, alguém tem o mesmo carinho pelo seu primeiro PC como tem pelo Spectrum?Archeogamer:
Para finalizar: Tens alguma mensagem que gostarias deixar para todos aqueles que foram leitores da Retro Review?Jorge Canelhas:
Obrigado a todos. E continuem a visitar o site e mandem opiniões sobre o material que lá há, quem sabe um dia não haverá uma surpresa…
Obrigado e felicidades.
De nada.
Os cinco números da Revista,infelizmente só possuo os 4 primeiros em formato original.
Para quem quiser efectuar o download das cinco edições é só visitar o site original em: RETRO REVIEW.
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20/03/2009
Archeogamer : 10 - God Hand - Playstation 2 [fuente]
Foram precisos 18 anos para que um street beat’ em up me despertasse tanto interesse como God Hand. Talvez tenha ficado cansado nos anos 80/90, com os velhos clichés do Double Dragon, Final Fight…entre outros, em que batíamos nos mesmos punks e meliantes do costume, para salvar a bela donzela em apuros raptada por uma seita de malfeitores. A última excepção foi Vendetta, lançado pela Konami em 1991, que conseguiu ser, para mim, uma lufada de ar fresco dentro do género. Mesmo sendo similar aos outros jogos anteriormente referidos, o seu lado de humor menos correcto na abordagem de espancar pixéis, introduzindo até uma minoria social não comum nestas lides do espancamento virtual, acabou por cair na minha graça, e era um bom tónico na libertação do stress do dia-a-dia. God Hand oferece-nos todas essas possibilidades, multiplicadas em relação ao seu antecessor espiritual. Peço desculpa por não parecer politicamente correcto, mas não sou mesmo e God Hand, à sua maneira, lá nos diverte dando a oportunidade de bater em seres demoníacos, monstros das trevas, gays, anões, prostitutas, robots, gorila….etc... À partida, os mais pacifistas podem fazer a analogia com o Grand Theft Auto, somente aviso já que são dois conceitos diferentes. Se GTA é uma recriação da sociedade, com o uso extremo da violência para quebrar as regras sociais, God Hand, recria ao bom velho estilo de acção Manga, tipo Fist of the North Star, um mundo terreno mas claramente com um lado fantasioso. Basicamente a história relembra um pouco parte da Bíblia: Um anjo inundado de orgulho caiu dos céus, para uma vida no exílio como King Angra. Tendo ficado absorvido pelo ódio e raiva envia um exército de demónios para governar o mundo dos mortais, mas os seus planos foram gorados por um homem que apareceu com o poder de Deus no braço. Mas a história volta a repetir-se, sendo o jogador o novo God Hand, que tem novamente de impedir os planos maquiavélicos do king Angra. Para todos os que já estão tristes sem que haja uma rapariga raptada para salvar, não desesperem, que para o final acabamos por ter de salvar a donzela da história. Não há mais nada que possa escrever, que não possa ser visto nos seguintes links:
Crítica
Trailer
Jogabilidade
Versão adquirida em Portugal: €14,90
Manual em inglês, no preto e branco do costume.
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12/03/2009
Archeogamer : 9 - Rick Dangerous 2 - ZX Spectrum 128k +3 Disc [fuente]
RICK DANGEROUS 2
Versão em Disco 3" para o ZX Spectrum 128K+3
O jogo está selado!He´s back in a flash….ou ele voltou como o Flash???
Sendo superior a nível técnico em relação ao seu antecedente, Rick Dangerous 2, peca a meu ver, pela falta de adictividade e pelo feeling de jogo transmitido em Rick Dangerous.
Se no primeiro tínhamos Rick num ambiente e inspiração baseado no Indiana Jones, em que explorávamos a selva da Amazónia em busca de uma tribo perdida, descobríamos tesouros dentro de uma pirâmide no Egipto, resgatávamos soldados aliados aprisionados num castelo alemão e por fim, impedíamos um ataque a Londres, através da sabotagem da base secreta de mísseis alemã. No segundo jogo, ao regressarmos a Londres, descobrimos que está iminente uma invasão alígena e o aspecto de explorador aventureiro que Rick manifestava no primeiro jogo, dá lugar a um ambiente futurista, bastante similar ao do Flash Gordon, mas sendo os níveis demasiado abstractos, no conceito de os personificarmos e entrarmos no espírito da aventura, como acontecia no primeiro, e que me levou a ficar agarrado ao ecrã durante horas e horas de jogo. Peço desculpa a quem aprecia mais o segundo jogo, mas Hyde Park, que de parque pouco tem, já que o nível é quase todo jogado dentro de um ovni, as cavernas de gelo, a floresta de Vegetablia e as minas atómicas de lama não transmitem o mesmo feeling dos níveis do primeiro Rick Dangerous.
Mas mesmo assim é um jogo tecnicamente fabuloso, com a jogabilidade melhorada em relação ao primeiro. Quantas vezes não desejei poder deslizar a dinamite no primeiro, como dá para fazer no segundo com as bombas. Mesmo o look do personagem, no ecrã de apresentação, ficou infimamente melhorado no Spectrum. Sempre achei que Rick Dangerous, no primeiro jogo, tinha mais ar de gangster dos anos 30, do que um “Indiana Jones”.
O que falha em RD2, no ZX Spectrum, acaba por ser o corte nos níveis, como acontecia no primeiro, e de o carregamento total do jogo não ser feito de uma só vez, mesmo em 128k.Mas mesmo assim não deixa de ser um jogo que me traz boas memórias, e de ser merecedor de constar na minha colecção, com destaque.
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26/02/2009
Archeogamer : 8 - Games Of My Life: #01 Rick Dangerous [fuente]
Se há um jogo que merece destaque até à presente data como sendo o da minha vida, esse título cabe sem dúvida ao Rick Dangerous, para ZX Spectrum.
Não que seja o melhor ou o mais perfeito jogo que já joguei, porque esse título é sempre subjectivo, mas foi sem dúvida o que mais prazer me deu jogar e mais recordações me traz à memória. Sendo também o primeiro que desejei terminar e não descansei enquanto não atingi essa meta. O que não deixou de ser estranho, já que foi preciso um jogo de 1989 para despertar essa sensação, quando o primeiro que joguei remonta à distante época de 1980, com apenas 6 anos. É algo que não consigo explicar.
Para quem não sabe, Rick Dangerous, foi concebido no final dos anos 80 pela Core Design, a mesma equipa que foi responsável pela criação de Tomb Raider, uns anos mais tarde.
Rick Dangerous, saiu em praticamente para todos os computadores populares da altura, de 8 e 16 bits, mas com a particularidade de ter sido aplicado uma redução no tamanho dos níveis de jogo, nas versões de 8 Bits.
O que pode ser compreensível nos computadores com 48/64K de memória, mas o jogo poderia ter sido convertido na sua plenitude nos modelos com 128k, obviamente com as limitações gráficas e sonoras inerentes a cada sistema.
O jogo é composto por 4 níveis, tendo sido claramente influenciado pelo filme: Os Salteadores da Arca Perdida. Basta jogar os primeiros segundos de Rick Dangerous, para perceberem o que quero dizer. Não adianta dizer muito do jogo, uma vez que não há nada que possa escrever, que não possa ser encontrado neste fabuloso site.
Posteriormente saiu uma versão não oficial nem comercial do jogo, em 1992, para o MSX, desenvolvido pela Paragon Productions. Se bem que este Rick Dangerous foi uma adaptação livre do original, com diferenças bastante significativas. Clique aqui para saber mais.
Versão original em caixa de cartão, com poster e livro de banda desenhada.
Nunca fui fã do uso de joysticks no Spectrum, sempre preferi o uso do teclado, talvez a simplicidade dos jogos nesse sistema permitissem esse favoritismo.
Mas por vezes descobrir a combinação correcta das teclas de jogo era uma tortura. Não havia jogos originais à venda, e as cópias adquiridas eram 90% dos casos sem instruções básicas.
A combinação de teclas neste jogo é: Z para esquerda, X para a direita, K para baixo, O para cima e o Enter é o disparo (tentem jogar hoje em dia este jogo emulado num PC com esta combinação de teclas, é de fazer uma tendinite).
O problema é que o disparo só funciona em combinação com o uso de uma das teclas do movimento. Assim Enter+Cima dispara a arma; Enter+Baixo usa a dinamite; Enter+Esquerda ou Direita usa o bastão.
Durante uns dias pensei que o jogo só usava teclas de movimento e avancei até ao máximo que era possível sem recorrer ao uso de violência.
Ficar encalhado 9 meses num ecrã de jogo no 3º nível, e um dia passá-lo em 10 segundos sem qualquer solução, simplesmente porque não me tinha passado pela cabeça tentar usar o bastão para desactivar uma maldita armadilha, até aquele dia.
Após ter passado esse ecrã a televisão do meu quarto avariou na manhã seguinte, e à tarde não pude jogá-lo na televisão da sala, porque a minha mãe queria ver pela centésima vez o filme A Música no Coração, que ia dar na RTP 1.
A frustração que senti ao descobrir que no Commodore Amiga, os níveis do jogo eram bem maiores que no Spectrum, após ter apostado com um amigo meu que conseguia terminar o jogo, face à acusação dele que o jogo era difícil e que não conseguia passar o 1º nível. O resultado foi que também não passei desse nível, à primeira.
As tardes bem passadas a jogar o jogo com um amigo meu, e os gritos e pulos que dé-mos quando completei-o pela primeira vez.
Versão original de baixo custo da Kixx.
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10/02/2009
Archeogamer : 7 - Livros - The ZX Spectrum Book - 1982 to 199x [fuente]
Quando tive conhecimento do livro The ZX Spectrum Book - 1982 to 199x, foi uma frustração saber que estava esgotado. Infelizmente o livro teve uma edição limitada de 1000 exemplares, sem direito a reimpressão.
Felizmente Andrew Rollings, seu autor, decidiu criar meses mais tarde uma edição limitada em capa dura de apenas 100 exemplares, especialmente numerada e autografada pelo próprio. Consegui comprar esta última versão e felizmente, escrevo isto agora, que não comprei a versão normal do livro. Mesmo sendo 100% igual, é preferível esta edição para manuseamento e conservação do livro, visto que está autografado e numerado é sendo uma maior valia para um coleccionador, como eu.
Ainda é possível adquirir o livro neste site.

O livro abrange a década de 1982 a 199X(2), contendo 230 jogos em 256 páginas em papel impresso de alta qualidade e a cores.
O ZX Spectrum Book, está bem concebido, facultando bastante informação e sendo até bem detalhado nos primeiros anos de vida da época d’ouro do ZX Spectrum, no que respeita aos jogos focados. Mas no meu ponto de vista o livro falha, quando aborda os jogos no período de 87 a 92. Sendo o período dos anos 90 quase inexistente.
O autor concebeu o livro sobre o ponto de vista dos jogos que jogou durante o período de vida comercial do ZX Spectrum, e não os melhores, ou de maior relevância e emblemáticos. Citando o próprio: “this book is not intended to be na all-inclusive history…it should be viewed as a record of my personal journey through the world of Sinclair gaming…”
Foram simplesmente ignorados alguns títulos fundamentais que fizeram o Spectrum sobreviver até aos dias de hoje, como são os exemplos de: R-Type, Rainbow Islands, Renegade/ Target Renegade.
Mas não se deixem iludir por esta abordagem do autor, à sua predilecção em relação à chamada época d’ouro do Spectrum, porque há sempre algo a aprender em cada jogo escolhido, em cada análise escrita.
É sem dúvida um livro a adquirir por todos os fãs de jogos do ZX Spectrum, somente não é o livro definitivo sobre o mesmo assunto. 3/5*










