Agenda de retro eventos:

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HotBit : Teclas impressas para o PV-16 [[fuente]]


Um amigo meu está me ajudando a substituir as teclas que vieram faltando no PV-16 por peças impressas em 3d.

Os primeiros ensaios já foram promissores:


Funcionalmente o teclado já poderia ficar com as duas teclas protótipo, porém vamos tentar imprimir as peças com um pouco de sobra de material para poder lixar e melhorar o acabamento, bem como colocar alguns detalhes em baixo relevo.


HotBit : Logotipo 3D do MSX [[fuente]]


Fiz um logotipo 3D do MSX no sketchup e estou disponibilizando no meu dropbox. Eu ia colocar no 3D warehouse mas desisti devido à atual política xereta da Trimble (que comprou o sketchup)


HotBit : MSX novo em casa [[fuente]]


Adquiri no ML um MSX da Casio modelo PV-16.

O micro é bem compacto, e o 'design' lembra um Hotbit miniatura. As teclas são do tipo chiclete, como as do CP400.  Em resumo, uma belezinha de micro!


As duas teclas faltantes eu pretendo substituir por peças impressas. Vamos ver se dá certo.

Super Nintendo para sempre! : Chester Cheetah: Too Cool To Fool [[fuente]]


Gênero: AventuraAno: 1992Fabricante: Kaneko
Chester Cheetah é o mascote do biscoito da Elma Chips, Cheetos. Uma coisa que me surpreendeu foi ter sido lançado (só na America do Norte) um jogo dele para Super Nintendo. Se foi jogada de Marketing, pode até ter dado certo. Mas como premissa: o biscoito é mais gostoso do que o jogo.
O jogo é daquele gênero plataforma simples, que nós já conhecemos muito bem por aqui. Chester Cheetah anda pelo seu mundo encantado para pegar todos os salgadinhos possíveis. É, parece que o jogo foi lançado mesmo com fins publicitários.
A jogabilidade é simples: o tigre tem movimentos fáceis e simples. Em alguns inimigos ele usa o pulo (típico de jogos do gênero) como arma, e em outros, o pulo simplesmente o faz perder "vida". O que deixa o jogo um pouco complicado. Entretanto, os gráficos dão um realce a mais no jogo: muito bem desenhado e colorido, com inimigos "bonitinhos" e cenários bem elaborados. Em suma, é um jogo muito fácil de ser jogado.
As fases são curtas e os inimigos aparecem "do nada". Passagens secretas são facilmente encontradas também. Ah, e claro que não poderiam faltar os acessórios legais do Chester, como o Tênis, a Guitarra e o Óculos. Cada item tem uma função diferente.
Se o game foi lançado para fins publicitários, deve ter dado um bom retorno financeiro. Mas se eu tivesse o Super Nintendo naquela época, com certeza não compraria o jogo ou o alugava.

Créditos Review: Super Wallace
Download: Clique Aqui!

Super Nintendo para sempre! : Front Mission [[fuente]]


Gênero: Estratégia/RPGAno: 1995Fabricante: Square
Front Mission é realmente mais um título que mostra a genialidade desse pessoal da Square. Um jogo fantástico e inovador.

Front Mission se passa num cenário ligeiramente futurista, onde países usam como unidades de defesa robôs chama dos Wanzers, e que são pilotados por habilidosos soldados, entre eles o personagem que você comanda: Lloyd. O jogo começa no prólogo, onde Lloyd e sua tropa é vítima de uma emboscada onde sua noiva, a também piloto Karen, é vítima da tropa inimiga e onde estoura a guerra. Lloyd abandona o exercito e se torna um piloto de Wanzer mercenário.

O sistema do jogo baseia-se no que, posteriormente, viria a ficar famoso pelo nome de Tactics. Grandes títulos beberam da fonte inovadora de Front Mission, um dos pioneiros do gênero. Tactics consiste de um RPG de turnos, onde você se movimenta pelo tabuleiro e escolhe suas ações contra osadversários, que também têm turnos para agirem.

As batalhas são emocionantes e realmente táticas, onde existem poucas missões em que você consegue derrotar os inimigos de primeira. Além da parte tática, você visita cidades e pode lutar numa arena, apostando dinheiro, além de visitar lojas de equipamentos e bares, onde encontra npcs que podem vir a se juntar à sua equipe.

Os gráficos de Front Mission são excelentes, assim como o enredo impressionante e a trilha sonora que completa essa grande obra da gigante dos RPGs.

É um jogo excelente e imperdível para os fãs da Square, de RPG e estratégia. O original é japonês, mas contamos com uma tradução perfeita para o português, que tornou o jogo ainda mais interessante.

Créditos Review: Guilherme Drigo
Download (rom em português): Clique Aqui!

Super Nintendo para sempre! : Super Black Bass [[fuente]]


Gênero: Simulador/EsporteAno: 1992Fabricante: Hot.B 
Espaços ao ar livre e o sons da natureza! Bem como cheiro de peixe! Se você curte estes tipos de lugares e é fã da pescaria então está aqui um grande jogo de pescaria para SNES.
Usando o monitor "Fish Finder", você estará sabendo as áreas em que há mais peixes e ha quantos metros eles estão, a parte difícil é fisgá-los.Você terá a disposição vários tipos de isca, carretéis de linha e uma linha de alta tensão para pegar um dos grandes!Além de lutar contra os peixes, você enfrentará a mãe natureza, a direção contrária do vento, as densas neblinas e poderosas tempestades.
Ao começar o jogo, você deve mover seu barco para a direção com o botão "A" em que tiver mais peixes, há um monitor que mostra isso. E então agora que você escolheu o lugar, pressione "Y" para se ter a imagem em primeira pessoa no barco, aqui você pode se movimentar para esquerda ou direita, aperte "X" nessa tela para escolher o tipo de isca a ser usado e "A" para confirmar. Ao escolher o melhor lugar pressione "A", note que a barrinha vai encher, pressione "A" novamente quando estiver no máximo para jogar mais longe, pronto você jogou a isca, agora observe os metros que estão na água e se você quiser puxar mais o anzol, pressione "A".E quando fisgar, é só alegria! Quanto mais peixes de maiores tamanhos você pegar, mais longe chegará no torneio.
De resto, o jogo conta com várias opções que deixam a pescaria bem mais interessante. Possui gráficos moderados, o único porém é a demora pra pegar um peixe. Mas ainda assim é um dos poucos jogos de pescaria para SNES, senão o único, mas muito interessante e cheio de recursos, teste suas habilidades de pesca e tire um sossego ao ar livre.

Créditos Review: Hobby
Download: Clique Aqui!

Retro Players: jogos antigos é com a gente! : RetroReview: Sunset Riders – Arcade [[fuente]]


Em 1991, fomos presenteados pela Konami com uma aventura inesquecível, típica dos melhores filmes de faroeste que entupiam a programação noturna da Rede Record de televisão na década de 80 e que nossos pais adoravam assistir tomando uma bela garrafa de cerveja. E o mais legal é que o presente veio quando a gente já [...]

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Super Nintendo para sempre! : Curiosidades: Super FX integrado ao SNES [[fuente]]



Sabia que o Super Nintendo esteve a ponto de ter o chip Super FX integrado?
O poder poligonal do chip Super FX é famoso desde o início dos  90, por permitir impressionantes efeitos e objetos tridimensionais no SNES, em jogos como Star Fox, Doom e Yoshi’s Island.
Desenvolvido pelo engenheiro britânico Jez San, este milagroso chip especial aumentava enormemente as capacidades do console e, segundo seu criador, houve negociações com a Nintendo para que o chip pudesse ser integrado na versão americana do Super Famicom, a qual se encontrava a poucos meses de ser lançada no ocidente, ideia que neste tempo estava em andamento.
No entanto,infelizmente, a Nintendo optou por não incluir o chip em seus cartuchos, para poder manter o preço do console, porquanto, o chip integrado faria subir o seu custo.

Na minha opinião, creio que teria sido genial se o SNES tivesse saído de fábrica com o Super FX, isto significaria que mais companhias teriam a oportunidade de programar seus jogos  aproveitando as capacidades desta tecnologia, e, assim, haveria elevado significativamente o nível de qualidade dos jogos, como os supracitados acima.

Super Nintendo para sempre! : GBA to SNES Adapter (AD Adapter) [[fuente]]



Nunca nos deixamos de fascinar com o número crescente de novos hardwares focados nos jogos de vídeo games retrô, como flashcards que permitem reproduzir arquivos ROMs no console e até mesmo dispositivos que fazem o oposto, por assim dizer, reproduzir os seus cartuchos antigos em um PC através de um emulador. Mas agora a novidade é um cartucho de SNES, na verdade é um adaptador, que permite jogar Game Boy Advance em seu console 16-bits.Um pouco difícil de acreditar, considerando que o SNES foi lançado em 1990 e GBA mais de 10 anos mais tarde. Mas trata-se de um cartucho que em seu interior tem o que é necessário para fazer este tipo "magia" acontecer no hardware do console.
Quanto à compatibilidade do dispositivo com os cartuchos de GBA, encontra-se em processo de teste, haja vista a biblioteca enorme do portátil. Outro detalhe técnico a considerar é que este adaptador requer o uso de um cabo especial A/V (incluído) e não pode usar cabo de vídeo composto regular que usa o SNES, ou seja, praticamente este adaptador usa a fonte alimentação e os controles do Super Nintendo, sendo o o trabalho pesado (processamento) para rodar os jogos do GBA fica por conta do próprio adaptador.(GBA to SNES Adapter, internamente)
Este grande dispositivo significa um avanço para a cena retrô, uma vez que abre  portas para nova ideias nesse mesmo estilo.Jogar clássicos do GBA com o controle perfeito de SNES já faz vale a pena.


Se quiser adquirir um, você pode comprar por $29,99 (USD), através do site Tototek.com.

Super Nintendo para sempre! : Hyperkin: Pixel Art Controller [[fuente]]



Vivemos em um grande momento, temos um monte de alternativas na escolha de nosso controle, mas, talvez, por vezes, a variedade pode ser um tanto  excêntricas.
Hyperkin, criador de maravilhas como Retron5 e SupaBoy, nos traz este controle atraente para PC e MAC com visual quadriculado que lhe permite jogar da melhor maneira, os seus jogos favoritos em seu computador. O problema é que, a julgar pelo formato pouco ergonômico, não acho que os jogadores vão passar muitas horas antes de terminar com as mãos completamente doloridas. 
Não me entenda mal, a ideia é ótima, mas é que tenho a sensação de que não iria dar bons resultados depois de um tempo de lutas intensas em Street Fighter II ou Mortal Kombat, por exemplo.
Se você quiser, está disponível no eBay e em seu site oficial.

Super Nintendo para sempre! : Zero the Kamikaze Squirrel [[fuente]]


Gênero: AventuraAno: 1994Fabricante: Sunsoft
O game começa após Ektor e Zero serem vencidos novamente por Aero no jogo Aero The Acrobat 2. Derrotados, ambos voltam para a base, quando Zero recebe uma carta de Amy dizendo que um malvado madeireiro está destruindo a floresta.
Ektor diz a Zero que sua missão é ficar com ele para continuar os planos de dominação, mas o esquilo diz que a família e seu lar vem em primeiro lugar.
Zero possui uma série de movimentos. Pode-se atacar os inimigos com Shurikens (aquelas estrelas de ninja) que se coleta pelas fases, também dá para atacar usando o pulo duplo. Além do mais, o esquilo pode voa. Para isso, basta apertar três vezes o botão A enquanto pula ou cai.
Além das fases tradicionais de plataforma, existem mundos onde você pilota barcos. Nessas fases será necessário desviar de troncos, rodamoinhos e outros obstáculos, o que garante maior diversão.
Existem muitos inimigos nas fases, mas isso não é muito problema. A primeira fase por exemplo, é possível passar metade dela voando. É mais fácil desviar dos inimigos do que atacá-los. Mesmo se tratando de Zero, nota-se várias semelhanças com os jogos de Aero, especialmente com o segundo.
Para quem não gosta de jogos difíceis, esse é mais um prato cheio: O jogo não possui limites de continues. Além do mais, algumas fases são realmente curtas, como as duas primeiras na praia.
Zero the Kamikaze Squirrel é um bom jogo para quem gosta de plataforma. Também é legal a ideia de jogar com um dos vilões da série Aero The Acro-Bat.

Créditos Review: Alexandre
Download: Clique Aqui!

Super Nintendo para sempre! : Super Mario World CD - MSU-1 [[fuente]]



It's me, Mario! Chegou a vez de Super Mario World, depois que vários jogos do SNES receberam a sua versão com a trilha sonora remasterizada com qualidade de CD, receber um merecido tratamento em sua trilha, utilizando-se da capacidade do chip MSU-1.
De início, fica difícil imaginar que seja possível melhorar as músicas que já são clássicas, e, para muitos, nunca uma versão remixada superará a original, talvez, pelo quesito nostalgia que, muitas vezes, fala mais alto.
Pois bem, jogar o Super Mario com as suas músicas originais todo mundo já deve ter jogado por zilhões de vezes, assim, se a nova versão não conseguir superar a antiga, ao menos terá uma oportunidade de se divertir com uma trilha diferente, dando mais um motivo para finalizar o game mais uma vez.
O jogo conta com versões remixadas e orquestradas de vários temas clássicos, sempre tentando deixar o mesmo feeling da trilha clássica.
Tudo isso é possível graças ao desenvolvimento  do chip especial MSU-1 - feito por Byuu -, que possibilita inserir vídeos e áudios em qualidade de CD aos jogos de SNES. Esta versão modificada de Super Mario World foi desenvolvida por Con.
Confira o resultado:
Você pode jogar no diretamente no Super Nintendo, desde que possua o flashcard SD2SNES, ou no PC, utilizando o emulador BSNES.
Download (rom patcheada): Clique Aqui!Download: (emulador bsnes v.70): Clique Aqui!
Para jogar no SD2SNES, basta descompactar e copiar a pasta para o cartão SD. No SNES, vá até a pasta copiada no SD e abra o arquivo "smw_msu1.sfc".
Para jogar pelo emulador BSNES, descompacte e abra o arquivo "smw_msu1.sfc" presente dentro da pasta descompactada.
Outros MSU-1 Hacks:Donkey Kong Country 2 CD
Mega Man X CD
Rock N' Roll Racing CD
The Legend of Zelda - A Link To The Past CD

Super Nintendo para sempre! : Battle Cars [[fuente]]


Gênero: CorridaAno: 1993Fabricante: Nanco
Battle Cars é um jogo para aqueles que gostam de ação em uma pista de corrida. O jogo lembra um pouco Biker Mice From Mars, que tem um estilo bem parecido.
Battle Cars, a princípio, é um jogo de corrida normal para Super Nintendo. Onde você escolhe seu carro (tendo três como opção) e em seguida escolhe a cor. Depois vem a corrida, e aí que o bicho pega. O seu carro vem equipado com três tipo de armas: Mina, Grana e Míssil. E todo esse armamento podem ser melhorados no decorrer do jogo, dependendo do número de créditos ganhos nas corridas.
Há também a possibilidade de tunar o carro com o dinheiro ganho nas corridas. A jogabilidade é bem simples e dá um ar superficial no jogo. Pois as corridas acontecem "do nada" e pelo que parece não segue um padrão. Como víamos em Top Gear, por exemplo.
Em algumas pistas, aparecerão corredores que te desafiarão para um racha. Eu nunca consegui destruir o carro de nenhum deles (e acho que nem dá) mas o objetivo é vencê-los na corrida para faturar uma grana legal no fim da corrida. Ao vencer as corridas, você viajará o mundo todo enfrentando os mais perigosos dos circuitos. O jogo ainda conta com um versus mode, que na verdade, não tem nada de impressionante ou diferente do que estamos acostumados.
O jogo conta com gráficos legais e o estilo do jogo é bem bacana, no entanto, não podemos esperar muito de Battle Cars em questão de trilha sonora. E, algumas vezes, as corridas podem parecer que são confusas.
Mesmo assim, o jogo é aconselhado para aqueles que tiraram sua carteira de habilitação em Top Gear. O jogo é simples, porém uma experiência em Biker Mice From Mars e Mario Kart no battle modo é necessário.


Créditos Review: Super Wallace

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Super Nintendo para sempre! : X-Men VS. Street Fighter [[fuente]]


Gênero: LutaAno: 1997Fabricante: Hacked
Para aqueles que não acreditavam, aqui está ele. X-Men vs. Street Fighter, famoso por ocupar vários fliperamas em botecos por ai e ser uma série bem sucedida, aparece no Super Nintendo em uma versão hack. Um tanto quanto estranha, mas tá valendo...
Como se pode ver, da tela inicial até a seleção de personagens, o jogo apresenta ótimos gráficos. Mas infelizmente não é assim na hora da luta. O engraçado é que na hora de escolher um herói (no modo single player) você indiretamente escolherá quem será o seu adversário também. Por exemplo, quando eu escolhi jogar com o Cyclops, o cursor da máquina moveu-se para o Chun-li.
Na hora da luta a tristeza começa. O jogo é muito, mais muito lento. Os personagens se movimentam com dificuldade e dá para ver eles tipo, se desfazendo. Há a possibilidade de ser mandar magias e especiais. Mas tudo muito limitado. Uma coisa para se ressaltar, entretanto, são os ótimos gráficos que o jogo apresenta. De qualquer forma, essa versão hack para SNES me surpreendeu muito!
O jogo não passa nem perto do que víamos para Playstation, pois o Super Nintendo não possui technologia para suportar um jogo assim. Todavia, eu por exemplo, nunca esperava jogar esse "clássico" para SNES.

Créditos Review: Super Wallace
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HotBit : Cartucho King's Valley da Canyon com manual original [[fuente]]


Um amigo do trabalho pediu para eu dar uma olhada num cartucho de MSX dele que tinha parado de funcionar. O problema era só uma oxidação mais forte na placa do cartucho que foi removida com um lápis borracha.

 Aproveitei e fiz umas fotos do cartucho, cuja marca e fabricante eu desconhecia, e digitalizei o manual. Tanto o cartucho quanto o manual estão em ótimo estado, dada a idade de ambos.




Um detalhe interessante é que quando o cartucho inicializa ele mostra uma tela com o código que o fabricante usava para identificar o jogo (e  que consta na etiqueta).


Link para outras fotos, e para o download do manual.

Gagá Games : Baldur’s Gate: Ensinando novos truques a um cachorro velho [[fuente]]


Hoje eu só vim contar um causo gamer, por ocasião do lançamento de Pillars of Eternity amanhã. Caso não saibam, PoE é um RPG desenvolvido por alguns dos crânios responsáveis por Baldur’s Gate, Icewind Dale e outros clássicos do PC.

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Eu nunca manjei muito de RPGs de computador, mas no carnaval deste ano decidi jogar um pouquinho de Baldur’s Gate para tentar entender por que diabos o jogo é tão famoso e influente. Depois de horas lendo o manual para tentar entender para que servia cada atributo (e fracassando miseravelmente), optei por criar um druida, porque os druidas de BG têm uma magia hyper-extra-gelato-cool que invoca plantas para prender as pernas dos inimigos e impedir que eles se movam. Sim, plants are evil!!! Que se danem os atributos!

Confesso que no início eu estava achando tudo um saco. A movimentação dos personagens é miseravelmente lenta e as cidades são meio grandes, então você fica se arrastando para chegar aos lugares. Fora que qualquer interação com as pessoas já pode render uma briga ou um mal-entendido que vai comprometer a sua reputação, e como sou um tremendo irresponsável, essas coisas me deixam tenso.

Posso proferir uma heresia aqui? As cidades do jogo me pareceram um tédio só, cheias de gente chata e de conversas entediantes. Onde estava a graça desse inferno? 

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O carnaval já estava quase acabando e eu lá, há dias me forçando a jogar Baldur’s Gate, achando tudo um saco. O combate em especial me parecia uma tremenda chatice, uma confusão dos diabos, onde você tem que parar a ação, emitir comandos para cada personagem e soltar o pause para ver o pau comer. Confuso demais para o meu cérebro de minhoca, acostumado aos pacientes menus de batalha dos JRPGs de console.

E foi então que uma série de acontecimentos me levaram às minas de Nashkel, onde a minha ficha finalmente caiu e eu entendi qual é o barato do Baldur’s Gate. Acompanhem-me.

Depois de zanzar pela mina por um tempão, topei com duas aranhas. Sim, é claro que elas podem envenenar os heróis, e como o imbecil aqui não levou nenhum antídoto, minha única chance era matar as danadas à distância. Lancei a tal magia das plantinhas que eu tanto curto e consegui paralisar uma das aranhas — mas não a outra. Enquanto eu via em pânico total a maldita ir numa fome miserável na direção do meu grupo, meu druida (Orakio) lançava pedrinhas, minha ladra (Imonem) atirava flechas e meu necromante (Xzar) lançava mísseis mágicos (recém-aprendidos com um pergaminho).

Enfim, o que eu temia aconteceu e o bicho chegou perto demais. No desespero, bateu a ideia de uma estratégia de emergência: mandei parte do meu grupo (incluindo a Imonem, que ataca à distância) correr para a esquerda e a outra parte (o Orakio e o Xzar, que também atacam à distância) correr para a direita. Senti que o negócio ia ser interessante e comecei a capturar screenshots:

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Observem que na foto acima estou justamente mandando o Orakio (bem de frente para a aranha, acabou de atacar e sobreviver a um ataque potencialmente letal dela, save vs death e tudo) para a direita, onde o Xzar já está. “Vamos ver quem a aranha vai seguir”, eu pensei.

Ela começou a seguir a turma que estava correndo para a esquerda, então parei o Orakio e o Xzar lá na direita e comecei a disparar pedrinhas e mísseis mágicos com eles. Quando a primeira pedrinha acertou a aranha (e logo em seguida o míssil mágico), o bicho virou para a direita e eu quase pude ver os olhos vermelhos do monstrengo brilhando com aquela expressão de “MALDIIIIIITOOOOO VAI MORREEEEEER” 0_0

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​Claro que nessa hora eu me borrei todo e mandei o Orakio e o Xzar correrem com tudo pra direita! E essa foi a deixa para a Imonem, no grupo da esquerda, parar de fugir, mirar uma bela flechada na aranha e…

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… ZAAAAAAAZ! HOLY SHIT! FUNCIONOU!!!

Cara, isso foi demais!

Foi aí que eu entendi por que eu não estava curtindo o Baldur’s Gate. Eu estou muito acostumado com RPGs de videogame, onde a gente tem que “pagar o pedágio” de atravessar um labirinto para chegar na parte boa (uma nova cidade onde a história continua, por exemplo). Mas aqui é o contrário: a julgar pela minha experiência até então, no Baldur’s Gate as cidades são um pé no saco, o quente mesmo é o calor da batalha, onde tudo pode acontecer! As habilidades específicas de cada personagem, o posicionamento e a movimentação deles no campo de batalha abrem inúmeras possibilidades! Absolutamente sensacional esse negócio.

Sei que Baldur’s Gate é um jogo enorme e complexo, e não tenho a pretensão de terminá-lo. Na verdade, parei pouco depois desse momento, porque consegui aquilo que eu queria: entender qual era a graça e a importância desse joguinho tão badalado. E gostei tanto que resolvi partir agora para a praia do Divinity: Original Sin, outro RPG moderno que bebe dessa fonte. E claro, o Pillars of Eternity também está na fila. Fica a dica!

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